São tantas diferenças, diariamente, a todo instante.
Em Fortaleza, eu adoro comer tangerina,
Em Curitiba, eu passei a gostar de comer mimosa
Em Fortaleza, como macaxeira,
Em Curitiba, como Aipim (ou, às vezes, mandioca)
Eu Fortaleza, gosto de pendurar minhas camisas na cruzeta,
Em Curitiba, eu só posso pendurar no cabide
Em Fortaleza, costumava engomar minhas roupas, sem colocar goma,
Em Curitiba, eu posso "passar" minhas roupinhas
Em Fortaleza, quando estava com raiva de alguém, mandar um cotoco funcionava como alivio,
Em Curitiba, cotoco significa pessoa pequena, algo pequeno, um "cotoco de gente, por exemplo
Em Fortaleza, paro no sinal,
Em Curitiba, é no sinaleiro
Em Fortaleza, tenho um bucho gigante,
Em Curitiba, eu tenho é uma barriga grande mesmo
Em Fortaleza, a gente fala "e ai, macho"
Em Curitiba, é "e aí, piá"
Em Fortaleza, algo quando é bom, dizemos "que coisa massa!"
Em Curitiba, esse algo é "tesão", normalmente "que tesão, piá!"
Em Fortaleza, eu fico embriagada,
Em Curitiba, quando bebo muito, estou cozida
Em Fortaleza, vou "a pé" pra algum lugar,
Em Curitiba, eu vou "de apé"
Em Fortaleza, tem um monte de matuto
Em Curitiba, vários jacus
Em Fortaleza, meu cachorro-quente vem com salsicha,
Em Curitiba, sempre vem com vina. Muitas vezes, duas vinas
Em Fortaleza, todo café da manhã tem carioquinha,
Em Curitiba, tenho que comer um tal de pão francês
Em Fortaleza, carrego minhas canetas no estojo,
Em Curitiba, no penal
Em Fortaleza, costumo andar com dinheiro na carteira,
Em Curitiba, eu ando com pila(s)
Em Fortaleza, sempre dormia na casa das minhas amigas,
Em Curitiba, eu poso na casa da galera
Em Fortaleza, saio usando short,
Em Curitiba, a galera usa shorteS
Em Fortaleza, pra pegar ônibus, eu vou pra uma parada,
Em Curitiba, procuro um ponto ou tubo
E essas, são as que uso diariamente. São todas outras expressões, das duas culturas que são diferenciadas, que passaria horas escrevendo, e vocês não iriam ler tudo! :)
segunda-feira, 17 de junho de 2013
domingo, 26 de maio de 2013
Menino simpático
Última festa, a despedida. Diversos amigos reunidos no lugar que a moça tanto gosta. É dia de ressaca do carnaval, com o adicional do forró pé-de-serra pra incrementar a festa, a despedida, o até logo.
A moça passa a festa muito feliz, nem parece que ela tava indo pra outra cidade tão distante daqueles que ela tanto quer bem.
Rir, dança, distribui abraços, canta várias músicas, sobe no palco e relembra o carnaval. Tava tudo muito agitado. Quem observava, tinha certeza: aquilo não era uma despedida.
Em meio a tanta folia, um menino se aproxima. Amigo de amigos, tinham se conhecido no carnaval, mas a moça nem lembrava. Cinco minutos e algumas doses de cachaça divididas foram suficientes pra eles se tornarem os melhores amigos da noite. Papo vai, cachaça vem, não deu outra: a moça passou a ter vontade de ficar com o menino. Nessa hora, o seu foco, sem ela mesmo perceber, havia mudado: tinha se tornado o menino, o menino simpático.
O tempo ia passando, dali a pouco tempo ela teria que partir direto pro aeroporto... e nada de ficar com o rapaz. Com a amizade forte estabelecida, naquela noite, o interesse dele, aparentemente, era de trocar papos e cachaças. A moça aceitou o fato e voltou ao seu foco primeiro: celebrar o momento com os seus queridos.
De repente, o menino simpático aparece ficando com uma menina. E não era a menina da despedida. "tudo bem", ela pensava, "eu já tô indo embora mesmo".
:
O forró acaba, a festa também, e a sempre tradição daqueles amigos continuava: permanecer no lugar até recolherem tudo, até o "expulsa expulsa".
Já na calçada, como quem não quer nada, o menino simpático e a moça da despedida voltam a conversar. O papo, agora, nem parecia de apenas super amigos. Nesse momento, a vontade da menina de beijá-lo já era bem grande.
O tempo estava acabando. Hora de ir pro aeroporto. As amigas demonstravam toda preocupação da moça em perder o vôo. A moça, ao contrário, nem ligava, ela queria era continuar aquele bom papo, e, que agora, estava do jeito que ela queria.
As amigas, ao fundo, sem que o menino percebesse, faziam gestos para que eles se beijassem logo. O tempo já estava estourado. Não funcionava, a moça estava adorando aquele instante.
Uma amiga, então, atrapalha o casal e diz: "se beijem logo que a moça tem que ir". Nessa hora, não existia tempo para constrangimentos ou pensamentos, por exemplo, se ele tinha ficado com uma menina ali, 10 minutos antes. O tempo estava contra eles e as coisas deveriam se apressar.
Dessa forma, o menino simpático e a moça da despedida se beijaram.
O beijo vem para concretizar o carinho estabelecido naquela noite. E com a trilha sonora "Vamos, moça, você vai perder o vôo", eles dão mais um beijo, e mais um, e mais um.
O beijo vem para concretizar o carinho estabelecido naquela noite. E com a trilha sonora "Vamos, moça, você vai perder o vôo", eles dão mais um beijo, e mais um, e mais um.
"Atenção, senhores passageiros, última chamada do vôo 2222 com destino a São Paulo".
domingo, 12 de maio de 2013
Feliz dia das mães?
É dia das mães.
Eu nunca fui de ligar muito pra essas datas. Nunca. Nesses dias, sempre encontrava minhã mãe, almoçava, dava uns beijinhos e fim. Dali ia pro meu mundinho.
O que acontece, que venho percebido cada vez mais, é que a privação torna as coisas ainda mais reforçadoras (e acho que já falei sobre isso por aqui). Tenho nem dúvidas. Hoje eu queria tá aculá: com minha mãe, com a Beinha. Brigando, falando besteira, mas só em estar na presença delas, seria fundamental e importante. Eu queria.
E, enquanto isso, a lasanha que acabei de comprar tá no microondas, esquentando pra daqui a pouco eu devorá-la. Sozinha. No dia das mães. E um tarde (noite, madrugada - tenho muita coisa pra fazer) de estudos me espera. E é dia das mães.
O que tá acontecendo hoje, no dia das mães, vem acontecendo constamente com outras tantas coisas que eu queria, no aqui e agora. Seria me repetir muito se eu falasse que eu morro, morro de saudade da praia, morro de vontade de sair de short e havaianas, tenho enorme saudade do samba com os amigos, das companhias que me fazem felizes e falam besteira como ninguém, de ir pra um lugar e conhecer todo mundo, conversar sem ter fim, com um monte de gente diferente e legal. É, eu gosto de gente, de conversar com gente, de conhecer um monte de gente.
São as coisas da vida: escolhas que você faz, que trazem muitas coisas boas, e outras, bem chatas, pra falar a verdade. Mas se eu pudesse trocar tudo, por todo isso que eu "morro", eu negaria. A escolha que eu fiz, até agora, me parece a mais racional e adequada.
O microndas apitou. Hora de comer, sozinha. Como é dia das mães, vou até liberar a Coca-Cola.
PS: "São tantas coisas na vida..." Eddie. http://www.youtube.com/watch?v=gZkLv6nH3q0
Eu nunca fui de ligar muito pra essas datas. Nunca. Nesses dias, sempre encontrava minhã mãe, almoçava, dava uns beijinhos e fim. Dali ia pro meu mundinho.
O que acontece, que venho percebido cada vez mais, é que a privação torna as coisas ainda mais reforçadoras (e acho que já falei sobre isso por aqui). Tenho nem dúvidas. Hoje eu queria tá aculá: com minha mãe, com a Beinha. Brigando, falando besteira, mas só em estar na presença delas, seria fundamental e importante. Eu queria.
E, enquanto isso, a lasanha que acabei de comprar tá no microondas, esquentando pra daqui a pouco eu devorá-la. Sozinha. No dia das mães. E um tarde (noite, madrugada - tenho muita coisa pra fazer) de estudos me espera. E é dia das mães.
O que tá acontecendo hoje, no dia das mães, vem acontecendo constamente com outras tantas coisas que eu queria, no aqui e agora. Seria me repetir muito se eu falasse que eu morro, morro de saudade da praia, morro de vontade de sair de short e havaianas, tenho enorme saudade do samba com os amigos, das companhias que me fazem felizes e falam besteira como ninguém, de ir pra um lugar e conhecer todo mundo, conversar sem ter fim, com um monte de gente diferente e legal. É, eu gosto de gente, de conversar com gente, de conhecer um monte de gente.
São as coisas da vida: escolhas que você faz, que trazem muitas coisas boas, e outras, bem chatas, pra falar a verdade. Mas se eu pudesse trocar tudo, por todo isso que eu "morro", eu negaria. A escolha que eu fiz, até agora, me parece a mais racional e adequada.
O microndas apitou. Hora de comer, sozinha. Como é dia das mães, vou até liberar a Coca-Cola.
PS: "São tantas coisas na vida..." Eddie. http://www.youtube.com/watch?v=gZkLv6nH3q0
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Sabedoria.
Amália: "Moça, esse ônibus passa em tal lugar?"
Moça: "Passa sim, aí você pega aquele lá. Ah, e obrigada pelo moça. É muito bom ser chamada de moça aos 83 anos de idade!"
Amália: "Até pensei se chamei certo ou não. Mas, me diga, qual o segredo pra chegar tão jovem a essa idade?"
Moça: "Ser contente e feliz. Sempre! Não é que a vida não tenha problemas... Em todas as fases existem. Mas é a forma que você lida com eles. Então, sempre fui feliz e contente. "
Amália, com um sorriso largo diz: "Vou levar essa receita pra minha vida".
Moça: "Passa sim, aí você pega aquele lá. Ah, e obrigada pelo moça. É muito bom ser chamada de moça aos 83 anos de idade!"
Amália: "Até pensei se chamei certo ou não. Mas, me diga, qual o segredo pra chegar tão jovem a essa idade?"
Moça: "Ser contente e feliz. Sempre! Não é que a vida não tenha problemas... Em todas as fases existem. Mas é a forma que você lida com eles. Então, sempre fui feliz e contente. "
Amália, com um sorriso largo diz: "Vou levar essa receita pra minha vida".
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Equivalência?
Sabe quando você percebe que tá tão aqui quanto lá?
Quando a saudade sentida das coisas daqui,
passa a equivaler, muitas vezes, a saudade das coisas de lá.
Quando a saudade sentida das coisas daqui,
passa a equivaler, muitas vezes, a saudade das coisas de lá.
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Imaginem um Francês no Brasil...
Acabei de ler uma postagem que, particulamente, adorei, falando das experiências de um Francês em territórios brasileiros. Muitas, muitas coisas me chamaram atenção. E o que fico mais pensando, é: ô poder de naturalização esse nosso. Não gosto muito de naturalizar as coisas, porém, todo dia, toda hora, toda vida as coisas vão ficando natuarais. Talvez seja sim a organização da nossa vida.
Então, vou colar aqui as impressões dele sobre o nosso Brasil Brasileiro.
Fonte: http://olivierdobrasil.blogspot.com.br/
"Aqui são umas das minhas observações, as vezes um pouco exageradas, sobre o Brasil. Nada serio.
Então, vou colar aqui as impressões dele sobre o nosso Brasil Brasileiro.
Fonte: http://olivierdobrasil.blogspot.com.br/
"Aqui são umas das minhas observações, as vezes um pouco exageradas, sobre o Brasil. Nada serio.
- Aqui no Brasil, tudo se organiza em fila: fila para pagar, fila para pedir, fila para entrar, fila para sair e fila para esperar a próxima fila. E duas pessoas ja bastam para constituir uma fila.
- Aqui no Brasil, o ano começa “depois do Carnaval”.
- Aqui no Brasil, não se pode tocar a comida com as mãos. No MacDonalds, hamburger se come dentro de um guardanapo. Toda mesa de bar, restaurante ou lanchonete tem um distribuidor de guardanapos e de palitos. Mas esses guardanapos são quase de plastico, nada de suave ou agradável. O objetivo não é de limpar suas mãos ou sua boca mas é de pegar a comida com as mãos sem deixar papel nem na comida nem nas mãos.
- Aqui no Brasil todo é gay (ou ‘viado’). Beber chá: e gay. Pedir um coca zero: é gay. Jogar vólei: é gay. Beber vinho: é gay. Não gostar de futebol: é gay. Ser francês: é gay, ser gaúcho: gay, ser mineiro: gay. Prestar atenção em como se vestir: é gay. Não falar que algo e gay : também é gay.
- Aqui no Brasil, os homens não sabem fazer nada das tarefas do dia a dia: não sabem faxinar, nem usar uma maquina de lavar. Não sabem cozinhar, nem a nível de sobrevivência: fazer arroz ou massa. Não podem consertar um botão de camisa. Também não sabem coisas que estão consideradas fora como extremamente masculinas como trocar uma roda de carro. Fui realmente criado em outro mundo...
- Aqui no Brasil, sinais exteriores de riqueza são muito comuns: carros importados, restaurantes caríssimos em bairros chiques, clubes seletivos cujos cotas atingem valores estratosféricas.
- Aqui no Brasil, os casais sentam um do lado do outro nos bares e restaurantes como se eles estivessem dentro de um carro.
- Aqui no Brasil, os homens se vestem mal em geral ou seja não ligam. Sapatos para correr se usam no dia a dia, sair de short, chinelos e camisetas qualquer e comum. Comum também é sair de roupas de esportes mas sem a intenção de praticar esporte. Se vestir bem também é meio gay.
- Aqui no Brasil, o cliente não pede cerveja pro garção, o garção traz a cerveja de qualquer jeito.
- Aqui no Brasil, todo mundo torce para um time, de perto ou de longe.
- Aqui no Brasil, sempre tem um padre falando na televisão ou na radio.
- Aqui no Brasil, a vida vai devagar. E normal estar preso no transito o dia todo. Mas não durma no semáforo não. Ai tem que ser rápido e sair ate antes do semáforo passar no verde. Não depende se tiver muitas pessoas atrás, nem se estiverem atrasados. Também é normal ficar 10 minutos na fila do supermercado embora que tenha só uma pessoa na sua frente. Ai demora para passar os artigos, e muitas vezes a pessoa da caixa tem que digitar os códigos de barra na mão ou pedir ajuda para outro funcionário para achar o preço de um artigo. Mas, na hora de retirar o cartão de credito, ai tem que ser rápido. Não é brincadeira, se não retirar o cartão na hora, a mesma moça da caixa que tomou 10 minutos para 10 artigos vai falar agressivamente para você agilizar: “pode retirar o cartão!”.
- Aqui no Brasil, os chineses são japoneses.
- Aqui no Brasil, a música faz parte da vida. Qualquer lugar tem musica ao vivo. Muitos brasileiros sabem tocar violão embora que não consideram que toquem se perguntar pra eles. Tem músicos talentosos, mas não tantos tocam as musicas deles. Bares estão cheios de bandas de cover.
- Aqui no Brasil, a política não funciona só na dimensão esquerda - direita. Brasil é um pais de esquerda em vários aspectos e de direita em outros. Por exemplo, se pode perder seu emprego de um dia pra outro quase sem aviso. Tem uma diferencia enorme entre os pobres e os ricos. Ganhar vinte vezes o salario minimo é bastante comum, e ganhar o salario minimo ainda mais. As crianças de classe media ou alta estudam quase todos em escolas particulares, as igrejas tem um impacto muito importante sobre decisões politicas. E de outro lado, existe um sistema de saúde publico, o estado tem muitas empresas, tem muitos funcionários públicos, tem bastante ajuda para erradicar a pobreza em regiões menos desenvolvidas do país. O mesmo governo é uma mistura de política conservadora, liberal e socialista.
- Aqui no Brasil, e comum de conhecer alguem, bater um papo, falar “a gente se vê, vamos combinar, ta?”, e nem trocar telefone.
- Aqui no Brasil, a palavra “aparecer” em geral significa, “não aparecer”. Exemplo: “Vou aparecer mais tarde” significa na pratica “não vou não”.
- Aqui no Brasil, o clima é muito bom. Tem bastante sol, não esta frio, todas as condicões estão reunidas para poder curtir atividades fora. Porem, os domingos, se quiser encontrar uma alma viva no meio da tarde, tem que ir pro shopping. As ruas estão as moscas, mas os shopping estão lotados. Shopping é a coisa mais sem graça do Brasil.
- Aqui no Brasil, novela é mais importante do que cinema. Mas o cinema nacional é bom.
- Aqui no Brasil, não falta espaço. Falam que o pais tem dimensões continentais. E é verdade, daria para caber a humanidade inteira no Brasil. Mas então se tiver tanto espaço, por que é que as garagens dos prédios são tão estreitos? Porque existe até o conceito de vaga presa?
- Aqui no Brasil, comida salgada é muito salgada e comida dolce é muito doce. Ate comida é muita comida.
- Aqui no Brasil, se produz o melhor café do mundo e em grandes quantidades. Uma pena que em geral se prepare muito mal e cheio de açúcar.
- Aqui no Brasil, praias bonitas não faltam. Porem, a maioria dos brasileiros viajam todos para as mesmas praias, Búzios, Porto de Galinhas, Jericoacoara, etc.
- Aqui no Brasil, futebol é quase religião e cada time uma capela.
- Aqui no Brasil, as pessoas acham que dirigir mal, ter transito, obras com atraso, corrupção, burocracia, falta de educação, são conceitos especificamente brasileiros. Mas nunca fui num pais onde as pessoas dirigem bem, onde nunca tem transito, onde as obras terminam na data prevista, onde corrupção é só uma teoria, onde não tem papelada para tudo e onde tudo mundo é bem educado!
- Aqui no Brasil, esporte é ou academia ou futebol. Uma pena que só o futebol seja olímpico.
- Aqui no Brasil, existe três padrões de tomadas. Vai entender porque...
- Aqui no Brasil, não se assuste se estiver convidado para uma festa de aniversário de dois anos de uma criança. Vai ter mais adultos do que crianças, e mais cerveja do que suco de laranja. Também não se assuste se parece mais com a coroação de um imperador romano do que como o aniversário de dois anos. E ‘normal’.
- Aqui no Brasil, nõ tem o conceito de refeição com entrada, prato principal, queijo, e sobremesa separados. Em geral se faz um prato com tudo: verdura, carne, queijo, arroz e feijão. Dai sempre acaba comer uma mistura de todo.
- Aqui no Brasil, o Deus esta muito presente... pelo menos na linguagem: ‘vai com o Deus’, ‘se Deus quiser’, ‘Deus me livre’, ‘ai meu Deus’, ‘graças a Deus’, ‘pelo amor de Deus’. Ainda bem que ele é Brasileiro.
- Aqui no Brasil, cada vez que ouço a palavra ‘Blitz’, tenho a impressão que a Alemanha vai invadir de novo. Reminiscência da consciência coletiva francesa...
- Aqui no Brasil, pais com muita ascendência italiana, tem uma lei que se chama ‘lei do silencio’. Que mau gosto! Parece que esqueceram que la na Itália, a lei do silencio (também chamada de “omerta”) se refere a uma pratica da mafia que se vinga das pessoas que denunciam suas atividades criminais.
- Aqui no Brasil, se acha tudo tipo de nomes, e muitos nomes americanos abrasileirados: Gilson, Rickson, Denilson, Maicon, etc.
- Aqui no Brasil, quando comprar tem que negociar.
- Aqui no Brasil, os homens se abraçam muito. Mas não é só um abraço: se abraça, se toca os ombros, a barriga ou as costas. Mas nunca se beija. Isso também é gay.
- Aqui no Brasil, o polegar erguido é sinal pra tudo : “Ta bom?”, “obrigado”, “desculpa”.
- Aqui no Brasil, quando um filme passa na televisão, não passa uma vez só. Se perder pode ficar tranquilo que vai passar mais umas dez outras vezes nos próximos dias. Assim já vi "Hitch" umas quatro vezes sem querer assistir nenhuma.
- Aqui no Brasil, tem um jeito estranho de falar coisas muito comuns. Por exemplo, quando encontrar uma pessoa, pode falar “bom dia”, mas também se fala “e ai?”. E ai o que? Parece uma frase abortada. Uma resposta correta e comum a “obrigado” e “imagina”. Imagina o que? Talvez eu quem falte de imaginação.
- Aqui no Brasil, todo mundo gosta de pipoca e de cachorro quente. Não entendo.
- Aqui no Brasil, quando você tem algo pra falar, é bom avisar que vai falar antes de falar. Assim, se ouvi muito: “vou te falar uma coisa”, “deixa te falar uma coisa”, “é o seguinte”, e até o meu preferido: “olha só pra você ver”. Obrigado por me avisar, já tinha esquecido para que tinha olhos.
- Aqui no Brasil, as lojas, o negócios e os lugares sempre acham um jeito de se vender como o melhor. Já comi em em vários ‘melhor bufe da cidade’ na mesma cidade. Outro superativo de cara de pau é ‘o maior da América latina’. Não costa nada e ninguém vai ir conferir.
- Aqui no Brasil, tem uma relação ambígua e assimétrica com a América latina. A cultura do resto da América latina não entra no Brasil, mas a cultura brasileira se exporta la. Poucos são os brasileiros que conhecem artistas argentinos ou colombianos, poucos são os brasileiros que vão de ferias na América latina (a não ser Buenos Aires ou o Machu Pichu), mas eles em geral visitaram mais países europeus do que eu. O Brasil as vezes parece uma ilha gigante na América latina, embora que tenha uma fronteira com quase todos os outros países do continente.
- Aqui no Brasil, relacionamentos são codificados e cada etapa tem um rótulo: peguete, ficante, namorada, noiva, esposa, (ex-mulher...). Amor com rótulos.
- Aqui no Brasil, a comida é: arroz, feijão e mais alguma coisa.
- Aqui no Brasil, o povo é muito receptivo. E natural acolher alguem novo no seu grupo de amigos. Isso faz a maior diferencia do mundo. Obrigado brasileiros.
- Aqui no Brasil, o brasileiros acreditam pouco no Brasil. As coisas não podem funcionar totalmente ou dar certo, porque aqui, é assim, é Brasil. Tem um sentimento geral de inferioridade que é gritante. Principalmente a respeito dos Estados Unidos. To esperando o dia quando o Brasil vai abrir seus olhos.
- Aqui no Brasil, de vez em quando no vocabulário aparece uma palavra francesa. Por exemplo ‘petit gâteau’. Mas para ser entendido, tem que falar essas palavras com o sotaque local. Faz sentido mas não deixa de ser esquisito.
- Aqui no Brasil, tem um organismo chamado o DETRAN. Nem quero falar disso não, não saberia por onde começar...
- Aqui no Brasil, dentro dos carros, sempre tem uma sacola de tecido no alavanca de mudança pra colocar o lixo.
- Aqui no Brasil, os brasileiros se escovam os dentes no escritório depois do almoço.
- Aqui no Brasil, se limpa o chão com esse tipo de álcool que parece uma geleia.
- Aqui no Brasil, a versão digital de 'fazer fila' e 'digitar codigos'. No banco, pra tirar dinheiro tem dois códigos. No supermercado, o leitor de código de barra estando funcionando mal tem que digitar os códigos dos produtos. Mas os melhores são os boletos pra pagar na internet: uns 50 dígitos. Sempre tem que errar um pelo menos. Demora.
- Aqui no Brasil, o sistema sempre ta “fora do ar”. Qualquer sistema, principalmente os terminais de pagamento de cartão de credito.
- Aqui no Brasil, tem um lugar chamado cartório. Grande invenção para ser roubado direito e perder seu tempo durante horas para tarefas como certificar uma copia (que o funcionário nem vai olhar), o conferir que sua firma é sua firma.
- Aqui no Brasil, parece que a profissão onde as pessoas são mais felizes é coletor de lixo. Eles estão sempre empolgados, correndo atrás do caminhão como se fosse um trilho do carnaval. Eles também são atletas. Tens a energia de correr, jogar as sacolas, gritar, e ainda falar com as mulheres passando na rua.
- Aqui no Brasil, pode pedir a metade da pizza de um sabor e a metade de outro. Ideia simples e genial.
- Aqui no Brasil, no tem agua quente nas casas. Dai tem aquele sistema muito esperto que é o chuveiro que aquece a agua. Só tem um porem. Ou tem agua quente ou tem um vazão bom. Tem que escolher porque não da para ter os dois.
- Aqui no Brasil, as pessoas saem da casa dos pais quando casam. Assim tem bastante pessoas de 30 anos ou mais morando com os pais.
- Aqui no Brasil, tem três palavras para mandioca: mandioca, aipim e macaxeira. La na franca nem existe mandioca.
- Aqui no Brasil, tem o numero de telefone tem um DDD e também um numero de operadora. Uma complicação a mais que pode virar a maior confusão.
- Aqui no Brasil, quando encontrar com uma pessoa, se fala: “Beleza?” e a resposta pode ser “Jóia”. Traduzindo numa outra língua, parece que faz pouco sentido, ou parece um dialogo entre o Dalai-Lama e um discípulo dele. Por exemplo em inglês: “The beauty? - The joy”. Como se fosse um duelo filosófico de conceitos abstratos.
- Aqui no Brasil, a torneira sempre pinga.
- Aqui no Brasil, no taxi, nunca se paga o que esta escrito. Ou se aproxima pra cima ou pra baixo.
- Aqui no Brasil, marcar um encontro as 20:00 significa as 21:00 ou depois. Principalmente se tiver muitas pessoas envolvidas.
- Aqui em Belo Horizonte, e a menor cidade grande do mundo. 5 milhões de habitantes, mas todo mundo conhece todo mundo. Por isso que se fala que BH é um ovo. Eu diria que é um ovo frito. Assim fica mais mineiro."
segunda-feira, 15 de abril de 2013
O resto vale!
Ontem foi um dia de saudade. Saudade principalmente dos meus, como coloquei na postagem anterior. A vontade sentida era de chorar, um choro querendo colo. Já pelas tantas da noite, converso com o Lipe e ele, que tanto tempo já mora longe dos seus, me diz: "Amália, saudade é normal, e com o tempo você vai tendo os seus por aí também".
Logo depois, converso também com um querido, o Baby, que me faz preceber, novamente e sempre, que os meus tão longe, sim, fisicamente, mas isso não impede que eles possam me escutar, divertir e "compartilhar coisas da vida". Ainda bem!
E aí que na segunda, meu sempre dia atualmente favorito da semana, encontro três amigas do mestrado e percebo que sim, aqui já estou criando os meus, que já são muito importantes e que compartilho coisas da vida. Talvez não as mesmas que converso com o Felipe ou com o Baby, mas que com certeza são tão importantes pra mim.
E não para por aí. Eu só posso ser muito legal, porque o tanto de gente legal que eu atraio, é sem dúvidas, um número expressivo. Se gentileza gera gentileza, pessoas legais atraem pessoas legais. A vida assim ganha muito mais senti(n)do.
Pra finalizar o dia, comprovando mais ainda como tenho sorte (tenho falado tanto dela, mesmo sem saber o que fato ela significa), o vizinho diz que tem uma surpresa pra mim. Pois bem, eis que ele me chega com livro do Tim Maia. Aquele, que eu tinha comentado que queria emprestado. Se tem algo que eu admiro nas pessoas, uma delas é a capacidade de delicadeza, "num tempo da delicadeza".
Iuri e Andrei, morram de inveja! =)
Agora tenho um longa noite, na companhia do "preto, gordo e cafageste, formado em cornologia, sofrências e deficiências capilares", o querido Tim.
Logo depois, converso também com um querido, o Baby, que me faz preceber, novamente e sempre, que os meus tão longe, sim, fisicamente, mas isso não impede que eles possam me escutar, divertir e "compartilhar coisas da vida". Ainda bem!
E aí que na segunda, meu sempre dia atualmente favorito da semana, encontro três amigas do mestrado e percebo que sim, aqui já estou criando os meus, que já são muito importantes e que compartilho coisas da vida. Talvez não as mesmas que converso com o Felipe ou com o Baby, mas que com certeza são tão importantes pra mim.
E não para por aí. Eu só posso ser muito legal, porque o tanto de gente legal que eu atraio, é sem dúvidas, um número expressivo. Se gentileza gera gentileza, pessoas legais atraem pessoas legais. A vida assim ganha muito mais senti(n)do.
Pra finalizar o dia, comprovando mais ainda como tenho sorte (tenho falado tanto dela, mesmo sem saber o que fato ela significa), o vizinho diz que tem uma surpresa pra mim. Pois bem, eis que ele me chega com livro do Tim Maia. Aquele, que eu tinha comentado que queria emprestado. Se tem algo que eu admiro nas pessoas, uma delas é a capacidade de delicadeza, "num tempo da delicadeza".
Iuri e Andrei, morram de inveja! =)
Agora tenho um longa noite, na companhia do "preto, gordo e cafageste, formado em cornologia, sofrências e deficiências capilares", o querido Tim.
domingo, 14 de abril de 2013
Saudade, qual o melhor remédio?
E tem horas que a saudade aperta, e tudo que você mais quer são os "seus" pertinho, ali do lado. Pra falar besteira, pra acolher, pra rir, pra chorar.
Pra sentir.
Quem disse que seria fácil, né?
Pra sentir.
Quem disse que seria fácil, né?
sexta-feira, 12 de abril de 2013
Dim Dim Dim Dim Dom.
Quando eu trabalhava em Centro Educacional, sempre pensei como sugestão para a Unidade a prática de capoeira para os adolescentes. Apesar do meu total não conhecimento dessa dança/ esporte, acreditava que ela poderia trabalhar diversos aspectos com os meninos, tais como: confiança, respeito, amizade, conhecimentos. Não acho isso só da capoeira não, acho que os mais diversos esportes podem muito bem serem trabalhados com esse público . Mas eu sempre pensava em um específico, e essa era capoeira. Caapoeira.
E eu sei que não é bem o objetivo desse blog, mas resolvi comentar sobre isso. Achei um artigo agora que fala das diversas intervenções com os adolescentes em conflito com a lei, e uma, em especifico, aconteceu através da capoeira, ainda na epoca da FEBEM. Vou colar o trecho aqui que fala especificamente sobre isso que estou dizendo:
11. Capoeira para adolescentes internos na FEBEM: um estudo sobre a
consciência
É isso.
A referência do texto, pra quem tiver interesse:
Conselheiro Sequeira, Vânia; Carneiro Pinheiro, Amanda; Mischiatti Soares, Ana Carolina. (2010). Um estudo exploratório sobre experiências significativas no atendimento ao jovem em conflito com a lei e sua família. Boletim Academia Paulista de Psicologia, Julio-Diciembre, 346-362
E eu sei que não é bem o objetivo desse blog, mas resolvi comentar sobre isso. Achei um artigo agora que fala das diversas intervenções com os adolescentes em conflito com a lei, e uma, em especifico, aconteceu através da capoeira, ainda na epoca da FEBEM. Vou colar o trecho aqui que fala especificamente sobre isso que estou dizendo:
11. Capoeira para adolescentes internos na FEBEM: um estudo sobre a
consciência
A pesquisa de Mello, A.S. (1999) foi realizada na antiga FEBEM, unidade
Tatuapé, com adolescentes autores de ato infracional, com idades entre 12 e 18
anos. Essas unidades eram divididas em alta, média e baixa periculosidade. Os
adolescentes eram separados conforme o grau da infração cometida e faixa
etária. O trabalho foi realizado na Unidade Educacional 16, classificada como
uma de média periculosidade. Os adolescentes dessa unidade eram mantidos
em regime fechado, a liberação ocorria apenas para atividades educativas,
escolas profissionalizantes e aulas de Educação Física.
Foram realizados oito encontros com a proposta de apresentar o que era
a Capoeira a esses jovens e fazê-los entrar em contato com essa prática.
Juntamente com a atividade física, o pesquisador apresentou músicas aos jovens
com temáticas relacionas à capoeira, à escravidão, à afrodescendência e pediu
que eles falassem o que achavam das letras das músicas. Os primeiros encontros
foram marcados pela desorganização do grupo e certa falta de comprometimento
de alguns jovens que saíam para fumar, por exemplo, e só voltavam no final da
atividade. Apesar dessa desorganização, quando os jovens foram questionados
sobre a impressão que tiveram delas, pronunciaram-se e deram respostas
positivas (Mello, A. S., 1999).
Ao longo dos encontros, alguns meninos que não haviam participado das
rodas de capoeira anteriormente interessaram-se e passaram a tomar parte no
grupo, além de fazerem questão de ser avaliados, perguntando ao professor se
os movimentos estavam sendo executados da forma correta. Por volta do terceiro
encontro, já era possível observar um maior respeito entre os garotos, que
esperavam sua vez de falar e respeitavam as dúvidas dos colegas (Mello, A.S.,
1999).
Um importante aspecto confirmado pela pesquisa foi a viabilidade da
utilização da capoeira como instrumento para programas educacionais.
Historicamente, ela se constituiu como movimento de resistência das camadas
populares. Através dela, os “oprimidos” podiam preservar a sua identidade,
considerando o aspecto musical; importantes temas referentes à cidadania são
abordados. Além disso, o fato de, numa pesquisa interna da antiga FEBEM, a
capoeira ter sido escolhida pelos alunos, coloca-a como uma significativa prática
para eles (Mello, A.S., 1999).
Mello, A.S. (1999) notou em muitos dos seus alunos que apresentavam
traços físicos de afrodescendência, mas não se viam como tal, havia uma
negação em suas falas dessa herança africana. O negro, para eles, era sempre
o outro. Também consideravam como aspectos importantes na fala dos alunos
o uso da palavra “senhor” e de expressões “polícias”, como “Só isso que eu
tenho pra falar” ou “Não tenho mais nada pra dizer”. Essas falas demonstram a
submissão e a opressão que esses jovens estavam vivenciando, como o medo
deles de se pronunciarem, de emitirem suas opiniões. Com o passar do tempo,
houve uma redução da palavra “senhor” e das expressões “policiais”, o que
demonstrou um desenvolvimento da confiança dos alunos em relação ao
professor/pesquisador. O respeito e a sinceridade, construídos através dos
diálogos, foram os responsáveis pela confiança adquirida. A opressão sofrida
pelos jovens leva ao medo e à submissão. Dessa forma, os adolescentes não
emitem suas opiniões, ficam privados do diálogo, fator imprescindível para o
desenvolvimento da consciência.
A partir da pesquisa de Mello, A.S. (1999), foi possível observar como a
prática de um esporte vinculada a outras atividades pode trazer à tona diversos
fatores ligados à vida dos alunos. Através de discussões de músicas, eles
emitiram suas opiniões e, paulatinamente, desenvolveram uma confiança para
com o professor, relatando, a este, experiências vividas, problemas do cotidiano
e opiniões sobre temas como racismo, preconceito e escola. A pesquisa trouxe
muitos esclarecimentos a respeito da vida desses jovens."
É isso.
A referência do texto, pra quem tiver interesse:
Conselheiro Sequeira, Vânia; Carneiro Pinheiro, Amanda; Mischiatti Soares, Ana Carolina. (2010). Um estudo exploratório sobre experiências significativas no atendimento ao jovem em conflito com a lei e sua família. Boletim Academia Paulista de Psicologia, Julio-Diciembre, 346-362
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Dias de Sol.
Desde que cheguei aqui, as pessoas constantemente me falavam: "ah, você veio do Ceará, do Nordeste, tem nem comparação as praias daqui com as de lá, a praia daqui é muito feia". E eu sempre pensando: "quero pagar pra ver".
Em um sábado, 7:30, partimos pro litoral paranaense. Eu e mais dos meninos (que aqui irei denominar como A e B). A., nascido em Curitiba, morador das praias desse sul do Brasil, amante de peixes e águas. B. paulista, que adora pedalar, reggae e trabalha com aquilo que muita gente passa o ano planejando: viagens. Ambos com uma paixão em comum: surf. E eu, uma cearense, com extrema saudade do mar, só querendo se deliciar com essa incrivel obra da natureza. Desse jeito, nós três, com as pranchas ocupando mais espaço do que nós mesmos, fomos pra Pontal do Paraná, que fica aproximadamente 100km de Curitiba.
Eu, particulamente não conseguia conversar muito. O sono não deixava, tinha passado uma noite péssima, mas, principamente, estava a observar toda aquela estrada nova que nunca havia cruzado. A primeira observação foi acerca do número de ciclistas descendo a serra. Muitos, ali, equipados, realizando talvez seu hobby do final de semana. A estrada muito boa, não perigosa, e com "plantas" pra tudo que é lado. O susto veio na hora do pedágio: quase "quinzão". Que roubo! Porém, confesso que em alguns momentos até achei que valia a pena, de tão boa que a estrada era. Abro uma observação aqui para relatar minha paixão por estradas. Gosto muito dessa sensação de sair viajando, com boa música e pessoas legais. Uma combinação perfeita, ainda mais se o destino for a praia.
Em pouco mais de uma horinha chegamos. Uma parada rápida para o café na padaria da tia, e logo nos preparamos para o grande encontro. Na psicologia, aprendi que quando estamos privados de algo, esse algo passar a ser bastante valorizado, ganhando um valor reforçador enorme. Juro pra vocês que foi o que senti quando cheguei na praia, com os pés na areia, olhando o marzão. Era aquilo que eu queria, que eu precisava e que tanto me faz bem. E, pelo fato de tá privado há mais de um mês dessa belezura, me fez achar essa praia a mais linda entre todas as praias. Era aquela que eu tinha pra aquele momento. E ela já estava de bom tamanho.
A propósito, paramos no Balneario Ipanema. Aqui ocorre diferente, a faixada de praia, de uma cidade como Pontal, por exemplo, é dividida em vários balnearios. Pelo menos, foi assim que entendi. =P
E esqueci de comentar outra coisa muito importante: estava um dia lindo. O mais lindo que já vi desde que cheguei aqui: céu azul, quase sem núvens, o sol se mostrando com todo seu amarelo. Ê sorte!
Os surfistas, fominhas, logo caíram no mar. Eu, estiquei minha canga, e ali fiquei. Apreciava tudo: o mar, as pessoas andando, o carinha que vendia cerveja (que eu não poderia deixar de tomar uma, lógico). Pra vocês conseguirem visualizar a praia: ela é uma faxada de areia, sem barracas, sem nada. As poucas pessoas sentam, armam suas "casas" e por lá ficam. De vez em quando passam os vendedores ambulantes. Nesse dia, alguns surfistas estavam por lá, tinham uns piás jogando futebol, e gente que só tava feliz da conta, tipo eu.
E, ali, voltando a ficar preta, preta, pretinha ia viajando, deitada na areia, escutando o som do mar. Nesse momento, nada eu pensava, só sentia. Afinal, quando a gente fica em frente ao mar, a gente se sente melhor.
Não poderia faltar o banho de mar. Confesso que ele não foi bem aproveitado. Os meninos comentaram de possibilidades de água-viva e eu não queria que a sensação boa que estava sentindo fosse transformada em ardor. Preferi não me prolongar no banho, mas, mesmo assim, foi bem bom.
Passa de uma tarde. A fome começa apertar. O almoço, não poderia ser outro: peixe! Prato feito mó limpeza, eu diria. Com macaxeira (aipim, mandioca). "Diliça"! :D
Hora de conhecer outra parte do Pontal. Pontal do Sul. Na minha cabeça, é como se realmente ficasse na ponta dessa praia toda, mas isso é na minha cabeça de senso comum. A praia, ao meu ver, é belissima! É formada por baías. Logo ao longe, avistamos a Ilha do Mel, que pretendo conhecer logo em breve. Então temos a Ilha, ao fundo, a baía, com o mar calmo, calmo...
Para chegar em Jeri, por exemplo, pegamos uma jardineira, não é? Pra chegar à Ilha do Mel pegamos um barquinho (não sei direito o nome). O que acontece é que, de repente, encontramos um ônibus marinho que faz esse translado. Não consegui pegar a foto de frente, mas acredito que vocês terão uma noção.
Ainda faltava um tempinho antes do compromisso final do dia: Campeonato Paranaense de Pesca Sub (é, eu nem sabia que isso existia, mas volto daqui a pouco pra esse assunto). Nesse tempo, fomos para o outro lado do Pontal do Sul. Tão calmo quanto. A paz voltou a ser sentida com toda sua leveza. Ali, sentada, apreciando uma nova paisagem voltou o desejo que tenho desde que fui morar no interior do Ceará: quando gente grande, fixar residência em uma praiazinha, calma e lindinha.
Hora do compromisso. Como disse: Campeonato Paranaense de Pesca Sub. Pelo o que entendi, os mergulhadores saem cedinho em um mesmo barco e voltam final da tarde, com os peixes que conseguiram pescar mergulhando, afinal, é submarina. Todo momento eu pensava como existe muitas vidas por aí, fazendo diversas coisas diferentes, que você não tem o menor conhecimento, não é? Ali estavam, pessoas se divertindo, em pleno sábado com a pesca, patrocinadores com a sempre vontade de divulgar suas marcas, pesquisadores de universidades coletando materiais para suas pesquisas, uma cachorra que só saiu de casa pra passear, crianças que percebem nessa atividade de pescaria uma forma de futuro e uma psicóloga, que nada entendia, mas muito curiosa estava com tudo aquilo que estava vendo. Assim, tudo junto e misturado.
A noite chegava. Pariculamente, já estava muito cansada. Após trabalho finalizado, fomos todos comer pizza, na mesma cidadezinha antes de partir de volta à Curitiba.
Este, sem dúvidas, foi um dos melhores dias desde que cheguei em terras paranaenses. Além do re(encontro) com a praia, que tanto detalhei, foram momentos super enriquecedores, além de super divertidos. Aqui, agradeço novamente aos meninos do surf. Não só agradeço, como me sinto "Obrigada" a retribuir o grande favor. =)
Quanto às praias do Paraná, pelo menos, a que conheci, indicaria pra muita gente conhecer. Ao meu ver, o que talvez falte seja um incentivo e valorização não só do Estado, mas também das próprias pessoas que denigrem a imagem do seu litoral.
Obs:
Pra quem tiver curiosidade em saber os resultados do campeonato ou querer saber um pouquinho mais, achei esse site: http://www.apps.org.br/
Em um sábado, 7:30, partimos pro litoral paranaense. Eu e mais dos meninos (que aqui irei denominar como A e B). A., nascido em Curitiba, morador das praias desse sul do Brasil, amante de peixes e águas. B. paulista, que adora pedalar, reggae e trabalha com aquilo que muita gente passa o ano planejando: viagens. Ambos com uma paixão em comum: surf. E eu, uma cearense, com extrema saudade do mar, só querendo se deliciar com essa incrivel obra da natureza. Desse jeito, nós três, com as pranchas ocupando mais espaço do que nós mesmos, fomos pra Pontal do Paraná, que fica aproximadamente 100km de Curitiba.
Eu, particulamente não conseguia conversar muito. O sono não deixava, tinha passado uma noite péssima, mas, principamente, estava a observar toda aquela estrada nova que nunca havia cruzado. A primeira observação foi acerca do número de ciclistas descendo a serra. Muitos, ali, equipados, realizando talvez seu hobby do final de semana. A estrada muito boa, não perigosa, e com "plantas" pra tudo que é lado. O susto veio na hora do pedágio: quase "quinzão". Que roubo! Porém, confesso que em alguns momentos até achei que valia a pena, de tão boa que a estrada era. Abro uma observação aqui para relatar minha paixão por estradas. Gosto muito dessa sensação de sair viajando, com boa música e pessoas legais. Uma combinação perfeita, ainda mais se o destino for a praia.
Em pouco mais de uma horinha chegamos. Uma parada rápida para o café na padaria da tia, e logo nos preparamos para o grande encontro. Na psicologia, aprendi que quando estamos privados de algo, esse algo passar a ser bastante valorizado, ganhando um valor reforçador enorme. Juro pra vocês que foi o que senti quando cheguei na praia, com os pés na areia, olhando o marzão. Era aquilo que eu queria, que eu precisava e que tanto me faz bem. E, pelo fato de tá privado há mais de um mês dessa belezura, me fez achar essa praia a mais linda entre todas as praias. Era aquela que eu tinha pra aquele momento. E ela já estava de bom tamanho.
A propósito, paramos no Balneario Ipanema. Aqui ocorre diferente, a faixada de praia, de uma cidade como Pontal, por exemplo, é dividida em vários balnearios. Pelo menos, foi assim que entendi. =P
E esqueci de comentar outra coisa muito importante: estava um dia lindo. O mais lindo que já vi desde que cheguei aqui: céu azul, quase sem núvens, o sol se mostrando com todo seu amarelo. Ê sorte!
Os surfistas, fominhas, logo caíram no mar. Eu, estiquei minha canga, e ali fiquei. Apreciava tudo: o mar, as pessoas andando, o carinha que vendia cerveja (que eu não poderia deixar de tomar uma, lógico). Pra vocês conseguirem visualizar a praia: ela é uma faxada de areia, sem barracas, sem nada. As poucas pessoas sentam, armam suas "casas" e por lá ficam. De vez em quando passam os vendedores ambulantes. Nesse dia, alguns surfistas estavam por lá, tinham uns piás jogando futebol, e gente que só tava feliz da conta, tipo eu.
E, ali, voltando a ficar preta, preta, pretinha ia viajando, deitada na areia, escutando o som do mar. Nesse momento, nada eu pensava, só sentia. Afinal, quando a gente fica em frente ao mar, a gente se sente melhor.
Não poderia faltar o banho de mar. Confesso que ele não foi bem aproveitado. Os meninos comentaram de possibilidades de água-viva e eu não queria que a sensação boa que estava sentindo fosse transformada em ardor. Preferi não me prolongar no banho, mas, mesmo assim, foi bem bom.
Passa de uma tarde. A fome começa apertar. O almoço, não poderia ser outro: peixe! Prato feito mó limpeza, eu diria. Com macaxeira (aipim, mandioca). "Diliça"! :D
Hora de conhecer outra parte do Pontal. Pontal do Sul. Na minha cabeça, é como se realmente ficasse na ponta dessa praia toda, mas isso é na minha cabeça de senso comum. A praia, ao meu ver, é belissima! É formada por baías. Logo ao longe, avistamos a Ilha do Mel, que pretendo conhecer logo em breve. Então temos a Ilha, ao fundo, a baía, com o mar calmo, calmo...
Para chegar em Jeri, por exemplo, pegamos uma jardineira, não é? Pra chegar à Ilha do Mel pegamos um barquinho (não sei direito o nome). O que acontece é que, de repente, encontramos um ônibus marinho que faz esse translado. Não consegui pegar a foto de frente, mas acredito que vocês terão uma noção.
Ainda faltava um tempinho antes do compromisso final do dia: Campeonato Paranaense de Pesca Sub (é, eu nem sabia que isso existia, mas volto daqui a pouco pra esse assunto). Nesse tempo, fomos para o outro lado do Pontal do Sul. Tão calmo quanto. A paz voltou a ser sentida com toda sua leveza. Ali, sentada, apreciando uma nova paisagem voltou o desejo que tenho desde que fui morar no interior do Ceará: quando gente grande, fixar residência em uma praiazinha, calma e lindinha.
Hora do compromisso. Como disse: Campeonato Paranaense de Pesca Sub. Pelo o que entendi, os mergulhadores saem cedinho em um mesmo barco e voltam final da tarde, com os peixes que conseguiram pescar mergulhando, afinal, é submarina. Todo momento eu pensava como existe muitas vidas por aí, fazendo diversas coisas diferentes, que você não tem o menor conhecimento, não é? Ali estavam, pessoas se divertindo, em pleno sábado com a pesca, patrocinadores com a sempre vontade de divulgar suas marcas, pesquisadores de universidades coletando materiais para suas pesquisas, uma cachorra que só saiu de casa pra passear, crianças que percebem nessa atividade de pescaria uma forma de futuro e uma psicóloga, que nada entendia, mas muito curiosa estava com tudo aquilo que estava vendo. Assim, tudo junto e misturado.
A noite chegava. Pariculamente, já estava muito cansada. Após trabalho finalizado, fomos todos comer pizza, na mesma cidadezinha antes de partir de volta à Curitiba.
Este, sem dúvidas, foi um dos melhores dias desde que cheguei em terras paranaenses. Além do re(encontro) com a praia, que tanto detalhei, foram momentos super enriquecedores, além de super divertidos. Aqui, agradeço novamente aos meninos do surf. Não só agradeço, como me sinto "Obrigada" a retribuir o grande favor. =)
Quanto às praias do Paraná, pelo menos, a que conheci, indicaria pra muita gente conhecer. Ao meu ver, o que talvez falte seja um incentivo e valorização não só do Estado, mas também das próprias pessoas que denigrem a imagem do seu litoral.
Obs:
Pra quem tiver curiosidade em saber os resultados do campeonato ou querer saber um pouquinho mais, achei esse site: http://www.apps.org.br/
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Primeira Semana
Assim que cheguei aqui, escrevi um texto para o amigos relatando da minha primeira semana em Curitiba. Vou colocar aqui para melhor deixar guardado. =)
"Agora,
com a cerveja ao lado, sozinha em casa, começo a escrever sobre essa
minha primeira semana em Curitiba. É triste saber que estou "aqui", e,
enquanto isso, as meninas estão em um barzinho, se divertindo.. mas não
é nisso que quero chegar agora.
Eu vivi tanta coisa na última
semana que parece que estou "longe de casa" há muito mais que uma
semana... Não é que eu tenha vivido as coisas intensamente. Não, não é
isso. Mas como tudo é muito novo, elas são vistas de forma totalmente
diferente. Daqui a pouco elas se tornam normais, e o intenso de hoje,
passa a ser o normal de amanhã.
É engraçado que a pergunta que mais me fazem nos últimos tempos é "E ai, tá gostando de Curitiba?". E quando me perguntam isso, eu fico a me questionar.. Gostar? Nossa, tá muito cedo pra falar. Mas uma coisa não posso negar: Curitiba tem me surpreendido positivamente.
Então, vamos por partes. Deixa eu ir citando tópicos pra vocês.
O Mestrado.
Gente, segunda e terça eu era MUITO feliz nesse mestrado. Assim como eu coloquei no que escrevi sobre meu primeiro dia de aula, é muito bom voltar pra universidade e saber que eu não sei porra nenhuma. No entanto, estou ali para aprender. E é disso que eu tenho gostado: aprender, trocar conhecimento, se desesperar! É um foda lasca, posso assim dizer. As pessoas que conheci por lá, tão sendo ótimas e super recepcionam bem. Um parentese para agradecer a Eve, que conheci na seleção, e tem sido uma fofa, sempre! E juntamente a tudo isso, minha orientadora, que é muito boa. Muito boa talvez seja pouco pro que ela é. É, sou babona mesmo.
A Cidade, a frieza, os costumes
É totalmente diferente de Fortaleza. Totalmente mesmo. Tem subidas pra tudo que é lado, só pra começar a história. O transporte público, pelo o que vi, de fato funciona. É engraçado que dentro do ônibus fica uma gravadora dizendo "próxima estação é tal". Ah, é difícil não falar parada e falar ponto. Eu sei que já rodei que só, não me perdi, nem passei muito tempo esperando ônibus. E o mais legal é chegar nos lugares rápidos. Com essas vias só pra ônibus tudo fica mais fácil. Pra terminar o assunto "busão", é legal as campanhas que eles fazem dentro dos ônibus, contra mochila nas costas, vandalismo, respeite a preferencial. Nossa, nunca me senti tão mal de sentar nas cadeirinhas amarelas.
A cidade tem muito verde, árvores, ruas largas, lixeiros pra tudo que é lado. E ela pede, grita: TENHA um namorado. E é que não chegamos no inverno ainda... Mas é bem isso mesmo, banquinhos, árvores que chamam você pra fazer um chamego com a pessoa desejada. Ai, vou mudar de assunto.
Com relação a frieza, eu não senti muito isso não. Eu trato logo de dizer "sou do Ceará", e tudo acaba bem. É o comportamento sendo adequado às situação vivenciadas. Tem uns pias (isso, gíria daqui, é tipo "meninos") que eu fiz amizade no ônibus que foi divertido. Eles estavam na deles, eu insisti na conversa (pra eles carregarem meu material), e no final, me ajudaram, foram solícitos.
Cada vez mais penso: cara de pau é super necessária.
Então, "daí".. Gírias novas a todo momento. E eu tenho a impressão que eles não entendem o que eu digo e eu não entendo direito.
Amália: "Qual o ônibus que eu pego pra tal lugar?"
Fulano: "Pega o chachachacha".
É, tava sendo dificil entender o que eles tavam querendo dizer.
Os velhos. Nossa, o que são os velhos daqui? Eles foram os mais solícitos e legais. Pegam ônibus, interagem, e ainda com sorriso no gosto, que tive gosto!
Sobre sair sozinha:
Tem sido uma experiência muito: estranha!! Hehehe. Querendo não, em Fortaleza eu conheço vocês, uma galera, sempre tem pelo menos uma pessoa pra sair. E aqui não. Não nessa semana. E aí eu vou deixar de fazer o que gosto por causa disso? Não! E fui pro Maracatu, pra feira gastrotronomica, pra um show de uma cara iradissimo de "musicas no violão do sul do país".
E pra quem pensa: "pra Amália é fácil, rapido ela se comunica. Nada, pessoas. Eu tenho vergonhas também. Fico sem saber onde "coloco as mãos". eheheheh
O meu amigo chegou e vou beber a cerveja e interagir com ele. Ao fundo, estamos escutando Netinho. hehehe
Beijo em todos e até breve!"
É engraçado que a pergunta que mais me fazem nos últimos tempos é "E ai, tá gostando de Curitiba?". E quando me perguntam isso, eu fico a me questionar.. Gostar? Nossa, tá muito cedo pra falar. Mas uma coisa não posso negar: Curitiba tem me surpreendido positivamente.
Então, vamos por partes. Deixa eu ir citando tópicos pra vocês.
O Mestrado.
Gente, segunda e terça eu era MUITO feliz nesse mestrado. Assim como eu coloquei no que escrevi sobre meu primeiro dia de aula, é muito bom voltar pra universidade e saber que eu não sei porra nenhuma. No entanto, estou ali para aprender. E é disso que eu tenho gostado: aprender, trocar conhecimento, se desesperar! É um foda lasca, posso assim dizer. As pessoas que conheci por lá, tão sendo ótimas e super recepcionam bem. Um parentese para agradecer a Eve, que conheci na seleção, e tem sido uma fofa, sempre! E juntamente a tudo isso, minha orientadora, que é muito boa. Muito boa talvez seja pouco pro que ela é. É, sou babona mesmo.
A Cidade, a frieza, os costumes
É totalmente diferente de Fortaleza. Totalmente mesmo. Tem subidas pra tudo que é lado, só pra começar a história. O transporte público, pelo o que vi, de fato funciona. É engraçado que dentro do ônibus fica uma gravadora dizendo "próxima estação é tal". Ah, é difícil não falar parada e falar ponto. Eu sei que já rodei que só, não me perdi, nem passei muito tempo esperando ônibus. E o mais legal é chegar nos lugares rápidos. Com essas vias só pra ônibus tudo fica mais fácil. Pra terminar o assunto "busão", é legal as campanhas que eles fazem dentro dos ônibus, contra mochila nas costas, vandalismo, respeite a preferencial. Nossa, nunca me senti tão mal de sentar nas cadeirinhas amarelas.
A cidade tem muito verde, árvores, ruas largas, lixeiros pra tudo que é lado. E ela pede, grita: TENHA um namorado. E é que não chegamos no inverno ainda... Mas é bem isso mesmo, banquinhos, árvores que chamam você pra fazer um chamego com a pessoa desejada. Ai, vou mudar de assunto.
Com relação a frieza, eu não senti muito isso não. Eu trato logo de dizer "sou do Ceará", e tudo acaba bem. É o comportamento sendo adequado às situação vivenciadas. Tem uns pias (isso, gíria daqui, é tipo "meninos") que eu fiz amizade no ônibus que foi divertido. Eles estavam na deles, eu insisti na conversa (pra eles carregarem meu material), e no final, me ajudaram, foram solícitos.
Cada vez mais penso: cara de pau é super necessária.
Então, "daí".. Gírias novas a todo momento. E eu tenho a impressão que eles não entendem o que eu digo e eu não entendo direito.
Amália: "Qual o ônibus que eu pego pra tal lugar?"
Fulano: "Pega o chachachacha".
É, tava sendo dificil entender o que eles tavam querendo dizer.
Os velhos. Nossa, o que são os velhos daqui? Eles foram os mais solícitos e legais. Pegam ônibus, interagem, e ainda com sorriso no gosto, que tive gosto!
Sobre sair sozinha:
Tem sido uma experiência muito: estranha!! Hehehe. Querendo não, em Fortaleza eu conheço vocês, uma galera, sempre tem pelo menos uma pessoa pra sair. E aqui não. Não nessa semana. E aí eu vou deixar de fazer o que gosto por causa disso? Não! E fui pro Maracatu, pra feira gastrotronomica, pra um show de uma cara iradissimo de "musicas no violão do sul do país".
E pra quem pensa: "pra Amália é fácil, rapido ela se comunica. Nada, pessoas. Eu tenho vergonhas também. Fico sem saber onde "coloco as mãos". eheheheh
O meu amigo chegou e vou beber a cerveja e interagir com ele. Ao fundo, estamos escutando Netinho. hehehe
Beijo em todos e até breve!"
terça-feira, 2 de abril de 2013
Primeira Visita
Na Semana Santa recebi minha primeira visita. A Jujú. A minha felicidade era gigante. Estampada no rosto. Quem cruzasse comigo perceberia. =)
Fizemos muitas coisas. Andamos muito. Nos divertimos muito. Sempre com a Lalá (Larissa) do lado. Histórias não faltam para serem contadas.
E a hora da despedida, é sempre a mais triste. Não, não. Eu não queria voltar pra Fortaleza. Eu só queria que ela permanecesse aqui. Da mesma forma que desejo tantos queridos pras bandas de cá também...
Mas essa lorota toda é pra dizer que vou colar aqui a percepção dela de Curitiba (o que ela escreveu de Curitiba para algumas de nossas amigas). Não só de Curitiba, mas da Amália por aqui também.
"Sobre a minha viagem para Curitiba:
Fizemos muitas coisas. Andamos muito. Nos divertimos muito. Sempre com a Lalá (Larissa) do lado. Histórias não faltam para serem contadas.
E a hora da despedida, é sempre a mais triste. Não, não. Eu não queria voltar pra Fortaleza. Eu só queria que ela permanecesse aqui. Da mesma forma que desejo tantos queridos pras bandas de cá também...
Mas essa lorota toda é pra dizer que vou colar aqui a percepção dela de Curitiba (o que ela escreveu de Curitiba para algumas de nossas amigas). Não só de Curitiba, mas da Amália por aqui também.
"Sobre a minha viagem para Curitiba:
A cidade é muito lindinha, organizada e gostosa de andar. Ela é cinza
com verde, amarelo e vermelho! O frio ainda estava tranquilo apesar de
ter passado por situações que eu ficava batendo o queixo. :P
O
apartamento da Amália é uma fofura! Bem localizado, pequeno mas
organizado e todo decorado... Muito bacana! E as pessoas que moram com
ela também são ótimas! Apesar de ter passado pouco tempo com eles, pude
perceber como são pessoas legais!
Gente, a minha maior constatação
é que a Amália realmente mora fora! Assim que cheguei lá, me
surpreendia constantemente com isso! Ela tem a casa dela, cozinha, faz
compras no mercado, conhece os ônibus e
as rotas, fala as gírias e muito mais! Já é quase uma Curitiboca!
Conhece muito lugares! Ela foi uma maravilhosa anfitriã! Todas vocês vão
se dar muito bem quando forem visitá-la!
Nós passeamos muito,
conhecemos pontos turísticos e também um pouco da vida da cidade!
Andamos muuuuito! Nas noites, saímos para samba e para o rock, locais
com pessoas muito bonitas, viu? Também fizemos
um bom amigo, que tem potencial para ser um melhor amigo lá! Ah, lá a
Amália é muito patricinha, só quer sair de salto!
Além disso, a
viagem foi cheia de histórias engraçadas! Para cada momento tem uma
lembrança e um riso!
Amália, minha florzinha, muito obrigada por
tudo! Você foi maravilhosa, acolhedora e uma excelente guia! Amei levar
um pouco do Ceará para você e também ter o privilégio de ver de pertinho
a sua nova (feliz) vida! Como nós dissemos, até breve, amiguinha! A
Juju ama você!"
Juju, a Amália também amou ter você por aqui. E já espera ansiosa o novo reencontro. Seja em Curitiba, Fortaleza, Paranaguá ou qualquer lugar desse mundão. :)
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Garís.
Das coisas que mais gosto em Curitiba, os garís, sem dúvidas, estão entre as 5.
Eu não sei direito o motivo deles me encantarem tanto. Porém, encantam. E Muito. Adoro vê-los pela cidade. E tem de ruma!!!!
E aí que comecei a fazer "meu ensaio" com eles. Tenho tirado várias fotos deles pela cidade.
Essa é de um super simpático. Não sei o nome, de onde veio, o que gosta de fazer. A única coisa que sei é que é uma simpatia. :)
Eu não sei direito o motivo deles me encantarem tanto. Porém, encantam. E Muito. Adoro vê-los pela cidade. E tem de ruma!!!!
E aí que comecei a fazer "meu ensaio" com eles. Tenho tirado várias fotos deles pela cidade.
Essa é de um super simpático. Não sei o nome, de onde veio, o que gosta de fazer. A única coisa que sei é que é uma simpatia. :)
domingo, 24 de março de 2013
Chove em Curitiba
Chove ruas largas,
Chove ônibus que parecem sanfonas,
Chove terminais,
Chove calcadas com rampas para deficientes,
Chove sinais para pedestres,
Chove em Curitiba...
Chove cultura,
Chove peças teatrais,
Chove apresentações diversas,
Chove serjanejo,
Chove rock,
Chove em Curitiba...
Chove pessoas frias,
Chove pessoas legais,
Chove velhinhos na ruas,
Chove garis por todos os cantos,
Chove pessoas de olhos claros,
Chove em Curitiba...
Chove natureza,
Chove árvores,
Chove verde,
Chove parques,
Chove as quatros estações em um dia só,
Chove em Curitiba...
Chove frio,
Chove chuva,
Chove arte,
Chove gente sem havaianas,
Chove esportes,
Chove em Curitiba...
Chove, chove sem parar...
Chove ônibus que parecem sanfonas,
Chove terminais,
Chove calcadas com rampas para deficientes,
Chove sinais para pedestres,
Chove em Curitiba...
Chove cultura,
Chove peças teatrais,
Chove apresentações diversas,
Chove serjanejo,
Chove rock,
Chove em Curitiba...
Chove pessoas frias,
Chove pessoas legais,
Chove velhinhos na ruas,
Chove garis por todos os cantos,
Chove pessoas de olhos claros,
Chove em Curitiba...
Chove natureza,
Chove árvores,
Chove verde,
Chove parques,
Chove as quatros estações em um dia só,
Chove em Curitiba...
Chove frio,
Chove chuva,
Chove arte,
Chove gente sem havaianas,
Chove esportes,
Chove em Curitiba...
Chove, chove sem parar...
(não) Vou me adaptar...
É tudo novo. De novo. Sempre.
Cada rua que passo, cada pessoa que vejo, cada praça que me deparo. Nada me faz lembrar Fortaleza, ao mesmo tempo que tudo me faz lembrar constantemente.
A cada coisa diferente e nova, eu me lembro dos meus. Vocês não tem ideia de como eu tenho vontade de ligar e mandar mensagem pra vocês a cada coisa diferente que me faz lembrar totalmente "você". E eu até tenho ligado, mas, acreditem, tenho vontade de me comunicar muito mais do que já tenho feito. Um amigo, que se autodenomina sozinhofobico comentou comigo outro dia "Amália, mas você ainda entra muito tem contato. Não tá tão adaptada?". É, amigo, isso ficou martelando na minha cabeça desde aquela conversa. Inclusive, comentei isso com outras pessoas. Não parava de pensar: será que não estou adaptada? Será que também sou uma sozinhofobica?
Sempre me considerei uma pessoa de fácil adaptação. Quando fui morar em Granja, interior do Ceará, que mais parece ser vizinha do sol, constatei isso: eu consigo me adaptar até em um local que o unico lugar que podemos sair pra comer é um pequeno estabelecimento que vende sanduiche. Delicioso, por sinal. Lá conheci pessoas, fiz amigos e me encantei em morar em uma cidade que tudo podia se fazer a pé. Me adaptei tanto que cheguei a repensar a ideia de vir ou não para Curitiba.
Faço aqui uma ressalva: um dia, que espero não muito distante, ainda quero morar em uma cidadezinha pequena, de frente pro mar, com uma linda paisagem e uma vida "tranquila".
E eis que chego em Curitibis e, após um mês, me questionam sobre adaptação. Considero sim, que me adaptei a cidade, ao frio (apesar de ainda considerarem pouco, comparado à Granja é como se fosse o céu e inferno), a voltar a andar de ônibus, a não conhecer ninguém em qualquer lugar que eu vá.... Sim, essas coisas eu me acostumei, me adaptei. O que não me adapto, e é isso que fico a pensar, é a saudade que sinto de muitas coisas.
Saudade de conversar com a Mariana sobre trabalho, da praia (que falta esse mar me faz!) pelo menos uma vez por semana, do carangue(i)jo, das brigas lá de casa, da macarronada com berinjela da Beinha, dos papos sobre tudo com a Liliane, da casa de apoio, da Andréa chata brigando comigo por tudo e por nada, da roda de violão com os amigos, do céu azul, do dia todo aberto, de andar de havaianas a toda hora que eu quiser e puder sem ninguém pra me olhar recriminando, de não precisar ter uma sombrinha na bolsa, do João pessoalmente, da casa do Renato em Camocim, de poder ser eu, sem que as pessoas comecem a elaborar que "ela é louca", todos daí já tem isso constatado há muito tempo (hehehe), de falar gritando (mais ainda) e de tantas outras coisas e pessoas que eu passaria tempos falando.
E é aí que vem o questionamento: A saudade e a adptação, elam realmente andam juntas?
Cada rua que passo, cada pessoa que vejo, cada praça que me deparo. Nada me faz lembrar Fortaleza, ao mesmo tempo que tudo me faz lembrar constantemente.
A cada coisa diferente e nova, eu me lembro dos meus. Vocês não tem ideia de como eu tenho vontade de ligar e mandar mensagem pra vocês a cada coisa diferente que me faz lembrar totalmente "você". E eu até tenho ligado, mas, acreditem, tenho vontade de me comunicar muito mais do que já tenho feito. Um amigo, que se autodenomina sozinhofobico comentou comigo outro dia "Amália, mas você ainda entra muito tem contato. Não tá tão adaptada?". É, amigo, isso ficou martelando na minha cabeça desde aquela conversa. Inclusive, comentei isso com outras pessoas. Não parava de pensar: será que não estou adaptada? Será que também sou uma sozinhofobica?
Sempre me considerei uma pessoa de fácil adaptação. Quando fui morar em Granja, interior do Ceará, que mais parece ser vizinha do sol, constatei isso: eu consigo me adaptar até em um local que o unico lugar que podemos sair pra comer é um pequeno estabelecimento que vende sanduiche. Delicioso, por sinal. Lá conheci pessoas, fiz amigos e me encantei em morar em uma cidade que tudo podia se fazer a pé. Me adaptei tanto que cheguei a repensar a ideia de vir ou não para Curitiba.
Faço aqui uma ressalva: um dia, que espero não muito distante, ainda quero morar em uma cidadezinha pequena, de frente pro mar, com uma linda paisagem e uma vida "tranquila".
E eis que chego em Curitibis e, após um mês, me questionam sobre adaptação. Considero sim, que me adaptei a cidade, ao frio (apesar de ainda considerarem pouco, comparado à Granja é como se fosse o céu e inferno), a voltar a andar de ônibus, a não conhecer ninguém em qualquer lugar que eu vá.... Sim, essas coisas eu me acostumei, me adaptei. O que não me adapto, e é isso que fico a pensar, é a saudade que sinto de muitas coisas.
Saudade de conversar com a Mariana sobre trabalho, da praia (que falta esse mar me faz!) pelo menos uma vez por semana, do carangue(i)jo, das brigas lá de casa, da macarronada com berinjela da Beinha, dos papos sobre tudo com a Liliane, da casa de apoio, da Andréa chata brigando comigo por tudo e por nada, da roda de violão com os amigos, do céu azul, do dia todo aberto, de andar de havaianas a toda hora que eu quiser e puder sem ninguém pra me olhar recriminando, de não precisar ter uma sombrinha na bolsa, do João pessoalmente, da casa do Renato em Camocim, de poder ser eu, sem que as pessoas comecem a elaborar que "ela é louca", todos daí já tem isso constatado há muito tempo (hehehe), de falar gritando (mais ainda) e de tantas outras coisas e pessoas que eu passaria tempos falando.
E é aí que vem o questionamento: A saudade e a adptação, elam realmente andam juntas?
sexta-feira, 15 de março de 2013
Comidas
Vamos, Amália, hoje é quarta-feira, você não tem aula. É dia de cozinhar!!!!
- mas, mas.. eu não sei. Sou péssima nisso. Eu nem sinto cheiro.
Amália, você lembra que você queria aprender a cozinhar? Então, deixe de esquiva, e vá! Agora é a hora!
- Tá bom, tá bom.. Vamos lá!
O primeiro dia que realmente resolvo fazer um almoço foi um tanto quanto, no mínimo, desesperador! O que tinha pra fazer: arroz e frango empanado. Aparentemente simples, não é? Pra Amália Beatriz, só aparentemente mesmo, pois, na prática, foi um desastre.
Vou começar pelo o que tenho maior dificuldade: o arroz. Todo mundo diz que é fácil fazer arroz, mas, pra ser bem sincera pra vocês, é o que acho mais difícil. Sempre acho que fica sem sal, ou muito "papado", ou muito duro.
Primeiramente, aqui não tem aquela medida certo do arroz. Foi a primeira complicação. Eu tava "acostumada" em medir de outro jeito, não desse. É isso mesmo! Tem que se acostumar com os obstáculos.
Meço o arroz. Coloco na panela com alho e um pouco de sal. Depois de muito tempo (só à noite) percebo que esqueci a mantega. Refoguei. Droga! Não tinha dado tempo a água ferver. Desligo o arroz, deixo a água ferver, ligo o arroz de novo. Pronto, acrescento a água quente. Mexo um pouco, e deixo lá, cozinhando...
Paralelamente a isso, pego aqueles frangos empanados de supermercado (horriveis por sinal), e coloco no forno.
A água do arroz seca. Desligo o fogão e vou provar o arroz. Resultado: muuuuuuuuuito duro. Sem um pingo de sal. PQP! E agora, José? Ligo pra Mari, ela não me atende. O Renato, que me ajuda nesses quesitos, está em aula. Corro pro face.
- Sâm, me ajuda!
- Amália, tem receita atrás, na internet. Você só quer saber as dos outros.
Por falar nisso, se tem alguém lendo isso aqui, por favor, me mandem receitas! Eu gosto das receitas das pessoas, pra depois eu contar como foi. É mais legal!
Sâmara me conta que eu posso colocar mais "água no feijão", opa, opa, no arroz. :P Faço isso... E, enquanto isso, no forno, viro o lado do frango empanado.
Pronto, na última tentativa, eu já achando que poderia desistir de tentar cozinhar, o arroz fica pronto. Ele deixa de ser duro, mas continua sem sal, sem sal. O jeito é "misturar" com o frango, que nessa altura do campeonato já tá com mostarda e creme de leite.
O resultado é que ficou bem ruim. Aí vai o prato pra vocês.
Ah, mais aqui vai uma notícia boa: Ontem cozinhei novamente! Fiz arroz e estrogonofre de frango. Pessoal, ficou MUITO BOM! =)) O arroz continou sem sal, mas ficou bom mesmo. A Gabi, que mora comigo, e que sempre cozinha, disse que tava bom e que eu já tava até preparada para casar. :)
Agora, vou fazer o prato de hj: arroz com bife. =)
- mas, mas.. eu não sei. Sou péssima nisso. Eu nem sinto cheiro.
Amália, você lembra que você queria aprender a cozinhar? Então, deixe de esquiva, e vá! Agora é a hora!
- Tá bom, tá bom.. Vamos lá!
O primeiro dia que realmente resolvo fazer um almoço foi um tanto quanto, no mínimo, desesperador! O que tinha pra fazer: arroz e frango empanado. Aparentemente simples, não é? Pra Amália Beatriz, só aparentemente mesmo, pois, na prática, foi um desastre.
Vou começar pelo o que tenho maior dificuldade: o arroz. Todo mundo diz que é fácil fazer arroz, mas, pra ser bem sincera pra vocês, é o que acho mais difícil. Sempre acho que fica sem sal, ou muito "papado", ou muito duro.
Primeiramente, aqui não tem aquela medida certo do arroz. Foi a primeira complicação. Eu tava "acostumada" em medir de outro jeito, não desse. É isso mesmo! Tem que se acostumar com os obstáculos.
Meço o arroz. Coloco na panela com alho e um pouco de sal. Depois de muito tempo (só à noite) percebo que esqueci a mantega. Refoguei. Droga! Não tinha dado tempo a água ferver. Desligo o arroz, deixo a água ferver, ligo o arroz de novo. Pronto, acrescento a água quente. Mexo um pouco, e deixo lá, cozinhando...
Paralelamente a isso, pego aqueles frangos empanados de supermercado (horriveis por sinal), e coloco no forno.
A água do arroz seca. Desligo o fogão e vou provar o arroz. Resultado: muuuuuuuuuito duro. Sem um pingo de sal. PQP! E agora, José? Ligo pra Mari, ela não me atende. O Renato, que me ajuda nesses quesitos, está em aula. Corro pro face.
- Sâm, me ajuda!
- Amália, tem receita atrás, na internet. Você só quer saber as dos outros.
Por falar nisso, se tem alguém lendo isso aqui, por favor, me mandem receitas! Eu gosto das receitas das pessoas, pra depois eu contar como foi. É mais legal!
Sâmara me conta que eu posso colocar mais "água no feijão", opa, opa, no arroz. :P Faço isso... E, enquanto isso, no forno, viro o lado do frango empanado.
Pronto, na última tentativa, eu já achando que poderia desistir de tentar cozinhar, o arroz fica pronto. Ele deixa de ser duro, mas continua sem sal, sem sal. O jeito é "misturar" com o frango, que nessa altura do campeonato já tá com mostarda e creme de leite.
O resultado é que ficou bem ruim. Aí vai o prato pra vocês.
Ah, mais aqui vai uma notícia boa: Ontem cozinhei novamente! Fiz arroz e estrogonofre de frango. Pessoal, ficou MUITO BOM! =)) O arroz continou sem sal, mas ficou bom mesmo. A Gabi, que mora comigo, e que sempre cozinha, disse que tava bom e que eu já tava até preparada para casar. :)
Agora, vou fazer o prato de hj: arroz com bife. =)
terça-feira, 12 de março de 2013
Distâncias.
Quem me conhece, sabe bem que tenho uma ligação muito grande com "a
distância". Relação a distância, pra ser mais precisa. E é amorosa mesmo
que estou falando. Nos últimos anos tem sido assim: foi a distância, a
Amália se apaixonava. E desde que determinei que viria pra Curitiba,
passei a colocar na cabeça que não poderia me apaixonar por ninguém de
Fortaleza, já que não daria pra constituir uma relação duradoura.
Confesso pra vocês "que o tiro meio que saiu pelo culatra" (tá certa
essa expressão?), mas isso não vem ao caso agora. O que vem ao caso é
que estava muito certo pra mim que não queria nada "a distância" de novo
na minha vida.
Porém, que contraditório isso! Como é que eu tava indo morar em outro estado e não queria mais "relações a distância"? E agora eu falo é de todas mesmo. Os meus maiores vínculos são com as pessoas que estão há quilomentros e quilometros de distância, e eu ficando com esse pensamento...
Na verdade, eu sei bem o motivo de ter ele: pelas coisas que vivenciei "a distância", ela se tornou algo aversivo pra mim, e eu não queria nem mais saber em falar dela. Como diria na Análise do Comportamento, eu generalizei tudo.
Mas, mas... ainda bem que eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, ainda bem! Ainda bem que eu tenho essa chance de sempre dizer o oposto do que disse antes, pois não gosto de ter aquela velha opinião formada sobre tudo.. sobre amor, sobre o que eu nem sei quem sou, e, sim, sobre "a distância".
O que acontece é que nessas três semanas que estou por aqui, tem acontecido coisas interessantísimas nas minhas relações: minha família, por exemplo, sinto-a bem mais próxima de mim. Bem mais presentes. Acho que falo mais com a Beinha do que quando morava na mesma casa. "São nos momentos difíceis que mais precisamos que eles estão presentes?".
Os amigos: nossa, tem amigos que estão tão presentes que sinto sempre a necessidade de tá contando sobre várias vivências, sempre que "podemos". Amigos, que nem eram amigos, e que agora se tornam fundamentais na minha vida. Outros, que não conhecia direito, mas também tenho essa necessidade e vontade de compartilhamentos de vidas. E, assim, vou construindo a minha vida por aqui. Nesse ponto gostaria de destacar: eu tenho adorado compartilhar as vidas. Vida. Como diria um colega "ô coisa boa é a vida. E a nossa, então, é muito boa".
(Faço uma ressalva aqui: não estou dizendo que tdos estão presentes em todos os momentos. Não é isso. O que acontece é que, os que estão, têm sido de uma importância e de uma satisfação enorme).
Fora isso, "a distância", tem me deixado, acreditem, ainda mais, "sem vergonha". E isso tem me proporcionado, além de grandes aprendizegens, a oportunidade de conhecer pessoas, ou seja, ainda mais vidas. A gente vai se conhecendo, se (re)conhecendo, se apegando, compartilhando afinidades, e, assim, criando intimidades. É como se você estivesse mais "disponível". É, disponível. Com a luzinha verde pendura na testa.
Como já falei outras vezes, tudo é novo, e essa distância, que até agora, ao meu ver, só tem me provocado aproximações (maravilhosas aproximações, reafirmo), pode mudar com o tempo. Mas, no meu "tempo é quando", hoje essa é a sensação que tenho: que a distância pode provocar aproximações. Seja longe ou perto fisicamente.
Um beijo distante. =*
Porém, que contraditório isso! Como é que eu tava indo morar em outro estado e não queria mais "relações a distância"? E agora eu falo é de todas mesmo. Os meus maiores vínculos são com as pessoas que estão há quilomentros e quilometros de distância, e eu ficando com esse pensamento...
Na verdade, eu sei bem o motivo de ter ele: pelas coisas que vivenciei "a distância", ela se tornou algo aversivo pra mim, e eu não queria nem mais saber em falar dela. Como diria na Análise do Comportamento, eu generalizei tudo.
Mas, mas... ainda bem que eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, ainda bem! Ainda bem que eu tenho essa chance de sempre dizer o oposto do que disse antes, pois não gosto de ter aquela velha opinião formada sobre tudo.. sobre amor, sobre o que eu nem sei quem sou, e, sim, sobre "a distância".
O que acontece é que nessas três semanas que estou por aqui, tem acontecido coisas interessantísimas nas minhas relações: minha família, por exemplo, sinto-a bem mais próxima de mim. Bem mais presentes. Acho que falo mais com a Beinha do que quando morava na mesma casa. "São nos momentos difíceis que mais precisamos que eles estão presentes?".
Os amigos: nossa, tem amigos que estão tão presentes que sinto sempre a necessidade de tá contando sobre várias vivências, sempre que "podemos". Amigos, que nem eram amigos, e que agora se tornam fundamentais na minha vida. Outros, que não conhecia direito, mas também tenho essa necessidade e vontade de compartilhamentos de vidas. E, assim, vou construindo a minha vida por aqui. Nesse ponto gostaria de destacar: eu tenho adorado compartilhar as vidas. Vida. Como diria um colega "ô coisa boa é a vida. E a nossa, então, é muito boa".
(Faço uma ressalva aqui: não estou dizendo que tdos estão presentes em todos os momentos. Não é isso. O que acontece é que, os que estão, têm sido de uma importância e de uma satisfação enorme).
Fora isso, "a distância", tem me deixado, acreditem, ainda mais, "sem vergonha". E isso tem me proporcionado, além de grandes aprendizegens, a oportunidade de conhecer pessoas, ou seja, ainda mais vidas. A gente vai se conhecendo, se (re)conhecendo, se apegando, compartilhando afinidades, e, assim, criando intimidades. É como se você estivesse mais "disponível". É, disponível. Com a luzinha verde pendura na testa.
Como já falei outras vezes, tudo é novo, e essa distância, que até agora, ao meu ver, só tem me provocado aproximações (maravilhosas aproximações, reafirmo), pode mudar com o tempo. Mas, no meu "tempo é quando", hoje essa é a sensação que tenho: que a distância pode provocar aproximações. Seja longe ou perto fisicamente.
Um beijo distante. =*
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