Última festa, a despedida. Diversos amigos reunidos no lugar que a moça tanto gosta. É dia de ressaca do carnaval, com o adicional do forró pé-de-serra pra incrementar a festa, a despedida, o até logo.
A moça passa a festa muito feliz, nem parece que ela tava indo pra outra cidade tão distante daqueles que ela tanto quer bem.
Rir, dança, distribui abraços, canta várias músicas, sobe no palco e relembra o carnaval. Tava tudo muito agitado. Quem observava, tinha certeza: aquilo não era uma despedida.
Em meio a tanta folia, um menino se aproxima. Amigo de amigos, tinham se conhecido no carnaval, mas a moça nem lembrava. Cinco minutos e algumas doses de cachaça divididas foram suficientes pra eles se tornarem os melhores amigos da noite. Papo vai, cachaça vem, não deu outra: a moça passou a ter vontade de ficar com o menino. Nessa hora, o seu foco, sem ela mesmo perceber, havia mudado: tinha se tornado o menino, o menino simpático.
O tempo ia passando, dali a pouco tempo ela teria que partir direto pro aeroporto... e nada de ficar com o rapaz. Com a amizade forte estabelecida, naquela noite, o interesse dele, aparentemente, era de trocar papos e cachaças. A moça aceitou o fato e voltou ao seu foco primeiro: celebrar o momento com os seus queridos.
De repente, o menino simpático aparece ficando com uma menina. E não era a menina da despedida. "tudo bem", ela pensava, "eu já tô indo embora mesmo".
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O forró acaba, a festa também, e a sempre tradição daqueles amigos continuava: permanecer no lugar até recolherem tudo, até o "expulsa expulsa".
Já na calçada, como quem não quer nada, o menino simpático e a moça da despedida voltam a conversar. O papo, agora, nem parecia de apenas super amigos. Nesse momento, a vontade da menina de beijá-lo já era bem grande.
O tempo estava acabando. Hora de ir pro aeroporto. As amigas demonstravam toda preocupação da moça em perder o vôo. A moça, ao contrário, nem ligava, ela queria era continuar aquele bom papo, e, que agora, estava do jeito que ela queria.
As amigas, ao fundo, sem que o menino percebesse, faziam gestos para que eles se beijassem logo. O tempo já estava estourado. Não funcionava, a moça estava adorando aquele instante.
Uma amiga, então, atrapalha o casal e diz: "se beijem logo que a moça tem que ir". Nessa hora, não existia tempo para constrangimentos ou pensamentos, por exemplo, se ele tinha ficado com uma menina ali, 10 minutos antes. O tempo estava contra eles e as coisas deveriam se apressar.
Dessa forma, o menino simpático e a moça da despedida se beijaram.
O beijo vem para concretizar o carinho estabelecido naquela noite. E com a trilha sonora "Vamos, moça, você vai perder o vôo", eles dão mais um beijo, e mais um, e mais um.
O beijo vem para concretizar o carinho estabelecido naquela noite. E com a trilha sonora "Vamos, moça, você vai perder o vôo", eles dão mais um beijo, e mais um, e mais um.
"Atenção, senhores passageiros, última chamada do vôo 2222 com destino a São Paulo".
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