É tudo novo. De novo. Sempre.
Cada rua que passo, cada pessoa que vejo, cada praça que me deparo. Nada me faz lembrar Fortaleza, ao mesmo tempo que tudo me faz lembrar constantemente.
A cada coisa diferente e nova, eu me lembro dos meus. Vocês não tem ideia de como eu tenho vontade de ligar e mandar mensagem pra vocês a cada coisa diferente que me faz lembrar totalmente "você". E eu até tenho ligado, mas, acreditem, tenho vontade de me comunicar muito mais do que já tenho feito. Um amigo, que se autodenomina sozinhofobico comentou comigo outro dia "Amália, mas você ainda entra muito tem contato. Não tá tão adaptada?". É, amigo, isso ficou martelando na minha cabeça desde aquela conversa. Inclusive, comentei isso com outras pessoas. Não parava de pensar: será que não estou adaptada? Será que também sou uma sozinhofobica?
Sempre me considerei uma pessoa de fácil adaptação. Quando fui morar em Granja, interior do Ceará, que mais parece ser vizinha do sol, constatei isso: eu consigo me adaptar até em um local que o unico lugar que podemos sair pra comer é um pequeno estabelecimento que vende sanduiche. Delicioso, por sinal. Lá conheci pessoas, fiz amigos e me encantei em morar em uma cidade que tudo podia se fazer a pé. Me adaptei tanto que cheguei a repensar a ideia de vir ou não para Curitiba.
Faço aqui uma ressalva: um dia, que espero não muito distante, ainda quero morar em uma cidadezinha pequena, de frente pro mar, com uma linda paisagem e uma vida "tranquila".
E eis que chego em Curitibis e, após um mês, me questionam sobre adaptação. Considero sim, que me adaptei a cidade, ao frio (apesar de ainda considerarem pouco, comparado à Granja é como se fosse o céu e inferno), a voltar a andar de ônibus, a não conhecer ninguém em qualquer lugar que eu vá.... Sim, essas coisas eu me acostumei, me adaptei. O que não me adapto, e é isso que fico a pensar, é a saudade que sinto de muitas coisas.
Saudade de conversar com a Mariana sobre trabalho, da praia (que falta esse mar me faz!) pelo menos uma vez por semana, do carangue(i)jo, das brigas lá de casa, da macarronada com berinjela da Beinha, dos papos sobre tudo com a Liliane, da casa de apoio, da Andréa chata brigando comigo por tudo e por nada, da roda de violão com os amigos, do céu azul, do dia todo aberto, de andar de havaianas a toda hora que eu quiser e puder sem ninguém pra me olhar recriminando, de não precisar ter uma sombrinha na bolsa, do João pessoalmente, da casa do Renato em Camocim, de poder ser eu, sem que as pessoas comecem a elaborar que "ela é louca", todos daí já tem isso constatado há muito tempo (hehehe), de falar gritando (mais ainda) e de tantas outras coisas e pessoas que eu passaria tempos falando.
E é aí que vem o questionamento: A saudade e a adptação, elam realmente andam juntas?
Amiga, agora que vi esse seu post... E eu que assim como não existe coragem sem medo, não existe adaptação sem saudade! :)
ResponderExcluirPS: E eu, obviamente, também morro de saudade dos nossos papos. Beijos, amiguinha!
*E eu acho que
ResponderExcluirMuito bem, Roots! Aproveitando e vivendo!
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