terça-feira, 12 de março de 2013

Distâncias.

Quem me conhece, sabe bem que tenho uma ligação muito grande com "a distância". Relação a distância, pra ser mais precisa. E é amorosa mesmo que estou falando. Nos últimos anos tem sido assim: foi a distância, a Amália se apaixonava. E desde que determinei que viria pra Curitiba, passei a colocar na cabeça que não poderia me apaixonar por ninguém de Fortaleza, já que não daria pra constituir uma relação duradoura. Confesso pra vocês "que o tiro meio que saiu pelo culatra" (tá certa essa expressão?), mas isso não vem ao caso agora. O que vem ao caso é que estava muito certo pra mim que não queria nada "a distância" de novo na minha vida.

Porém, que contraditório isso! Como é que eu tava indo morar em outro estado e não queria mais "relações a distância"? E agora eu falo é de todas mesmo. Os meus maiores vínculos são com as pessoas que estão há quilomentros e quilometros de distância, e eu ficando com esse pensamento...
Na verdade, eu sei bem o motivo de ter ele: pelas coisas que vivenciei "a distância", ela se tornou algo aversivo pra mim, e eu não queria nem mais saber em falar dela. Como diria na Análise do Comportamento, eu generalizei tudo.

Mas, mas... ainda bem que eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, ainda bem! Ainda bem que eu tenho essa chance de sempre dizer o oposto do que disse antes, pois não gosto de ter aquela velha opinião formada sobre tudo.. sobre amor, sobre o que eu nem sei quem sou, e, sim, sobre "a distância".

O que acontece é que nessas três semanas que estou por aqui, tem acontecido coisas interessantísimas nas minhas relações: minha família, por exemplo, sinto-a bem mais próxima de mim. Bem mais presentes. Acho que falo mais com a Beinha do que quando morava na mesma casa. "São nos momentos difíceis que mais precisamos que eles estão presentes?".

Os amigos: nossa, tem amigos que estão tão presentes que sinto sempre a necessidade de tá contando sobre várias vivências, sempre que "podemos". Amigos, que nem eram amigos, e que agora se tornam fundamentais na minha vida. Outros, que não conhecia direito, mas também tenho essa necessidade e vontade de compartilhamentos de vidas. E, assim, vou construindo a minha vida por aqui. Nesse ponto gostaria de destacar: eu tenho adorado compartilhar as vidas. Vida. Como diria um colega "ô coisa boa é a vida. E a nossa, então, é muito boa".
(Faço uma ressalva aqui: não estou dizendo que tdos estão presentes em todos os momentos. Não é isso. O que acontece é que, os que estão, têm sido de uma importância e de uma satisfação enorme).


Fora isso, "a distância", tem me deixado, acreditem, ainda mais, "sem vergonha". E isso tem me proporcionado, além de grandes aprendizegens, a oportunidade de conhecer pessoas, ou seja, ainda mais vidas. A gente vai se conhecendo, se (re)conhecendo, se apegando, compartilhando afinidades, e, assim, criando intimidades. É como se você estivesse mais "disponível". É, disponível. Com a luzinha verde pendura na testa.

Como já falei outras vezes, tudo é novo, e essa distância, que até agora, ao meu ver, só tem me provocado aproximações (maravilhosas aproximações, reafirmo), pode mudar com o tempo. Mas, no meu "tempo é quando",  hoje essa é a sensação que tenho: que a distância pode provocar aproximações. Seja longe ou perto fisicamente.

Um beijo distante. =*




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