Chove ruas largas,
Chove ônibus que parecem sanfonas,
Chove terminais,
Chove calcadas com rampas para deficientes,
Chove sinais para pedestres,
Chove em Curitiba...
Chove cultura,
Chove peças teatrais,
Chove apresentações diversas,
Chove serjanejo,
Chove rock,
Chove em Curitiba...
Chove pessoas frias,
Chove pessoas legais,
Chove velhinhos na ruas,
Chove garis por todos os cantos,
Chove pessoas de olhos claros,
Chove em Curitiba...
Chove natureza,
Chove árvores,
Chove verde,
Chove parques,
Chove as quatros estações em um dia só,
Chove em Curitiba...
Chove frio,
Chove chuva,
Chove arte,
Chove gente sem havaianas,
Chove esportes,
Chove em Curitiba...
Chove, chove sem parar...
domingo, 24 de março de 2013
(não) Vou me adaptar...
É tudo novo. De novo. Sempre.
Cada rua que passo, cada pessoa que vejo, cada praça que me deparo. Nada me faz lembrar Fortaleza, ao mesmo tempo que tudo me faz lembrar constantemente.
A cada coisa diferente e nova, eu me lembro dos meus. Vocês não tem ideia de como eu tenho vontade de ligar e mandar mensagem pra vocês a cada coisa diferente que me faz lembrar totalmente "você". E eu até tenho ligado, mas, acreditem, tenho vontade de me comunicar muito mais do que já tenho feito. Um amigo, que se autodenomina sozinhofobico comentou comigo outro dia "Amália, mas você ainda entra muito tem contato. Não tá tão adaptada?". É, amigo, isso ficou martelando na minha cabeça desde aquela conversa. Inclusive, comentei isso com outras pessoas. Não parava de pensar: será que não estou adaptada? Será que também sou uma sozinhofobica?
Sempre me considerei uma pessoa de fácil adaptação. Quando fui morar em Granja, interior do Ceará, que mais parece ser vizinha do sol, constatei isso: eu consigo me adaptar até em um local que o unico lugar que podemos sair pra comer é um pequeno estabelecimento que vende sanduiche. Delicioso, por sinal. Lá conheci pessoas, fiz amigos e me encantei em morar em uma cidade que tudo podia se fazer a pé. Me adaptei tanto que cheguei a repensar a ideia de vir ou não para Curitiba.
Faço aqui uma ressalva: um dia, que espero não muito distante, ainda quero morar em uma cidadezinha pequena, de frente pro mar, com uma linda paisagem e uma vida "tranquila".
E eis que chego em Curitibis e, após um mês, me questionam sobre adaptação. Considero sim, que me adaptei a cidade, ao frio (apesar de ainda considerarem pouco, comparado à Granja é como se fosse o céu e inferno), a voltar a andar de ônibus, a não conhecer ninguém em qualquer lugar que eu vá.... Sim, essas coisas eu me acostumei, me adaptei. O que não me adapto, e é isso que fico a pensar, é a saudade que sinto de muitas coisas.
Saudade de conversar com a Mariana sobre trabalho, da praia (que falta esse mar me faz!) pelo menos uma vez por semana, do carangue(i)jo, das brigas lá de casa, da macarronada com berinjela da Beinha, dos papos sobre tudo com a Liliane, da casa de apoio, da Andréa chata brigando comigo por tudo e por nada, da roda de violão com os amigos, do céu azul, do dia todo aberto, de andar de havaianas a toda hora que eu quiser e puder sem ninguém pra me olhar recriminando, de não precisar ter uma sombrinha na bolsa, do João pessoalmente, da casa do Renato em Camocim, de poder ser eu, sem que as pessoas comecem a elaborar que "ela é louca", todos daí já tem isso constatado há muito tempo (hehehe), de falar gritando (mais ainda) e de tantas outras coisas e pessoas que eu passaria tempos falando.
E é aí que vem o questionamento: A saudade e a adptação, elam realmente andam juntas?
Cada rua que passo, cada pessoa que vejo, cada praça que me deparo. Nada me faz lembrar Fortaleza, ao mesmo tempo que tudo me faz lembrar constantemente.
A cada coisa diferente e nova, eu me lembro dos meus. Vocês não tem ideia de como eu tenho vontade de ligar e mandar mensagem pra vocês a cada coisa diferente que me faz lembrar totalmente "você". E eu até tenho ligado, mas, acreditem, tenho vontade de me comunicar muito mais do que já tenho feito. Um amigo, que se autodenomina sozinhofobico comentou comigo outro dia "Amália, mas você ainda entra muito tem contato. Não tá tão adaptada?". É, amigo, isso ficou martelando na minha cabeça desde aquela conversa. Inclusive, comentei isso com outras pessoas. Não parava de pensar: será que não estou adaptada? Será que também sou uma sozinhofobica?
Sempre me considerei uma pessoa de fácil adaptação. Quando fui morar em Granja, interior do Ceará, que mais parece ser vizinha do sol, constatei isso: eu consigo me adaptar até em um local que o unico lugar que podemos sair pra comer é um pequeno estabelecimento que vende sanduiche. Delicioso, por sinal. Lá conheci pessoas, fiz amigos e me encantei em morar em uma cidade que tudo podia se fazer a pé. Me adaptei tanto que cheguei a repensar a ideia de vir ou não para Curitiba.
Faço aqui uma ressalva: um dia, que espero não muito distante, ainda quero morar em uma cidadezinha pequena, de frente pro mar, com uma linda paisagem e uma vida "tranquila".
E eis que chego em Curitibis e, após um mês, me questionam sobre adaptação. Considero sim, que me adaptei a cidade, ao frio (apesar de ainda considerarem pouco, comparado à Granja é como se fosse o céu e inferno), a voltar a andar de ônibus, a não conhecer ninguém em qualquer lugar que eu vá.... Sim, essas coisas eu me acostumei, me adaptei. O que não me adapto, e é isso que fico a pensar, é a saudade que sinto de muitas coisas.
Saudade de conversar com a Mariana sobre trabalho, da praia (que falta esse mar me faz!) pelo menos uma vez por semana, do carangue(i)jo, das brigas lá de casa, da macarronada com berinjela da Beinha, dos papos sobre tudo com a Liliane, da casa de apoio, da Andréa chata brigando comigo por tudo e por nada, da roda de violão com os amigos, do céu azul, do dia todo aberto, de andar de havaianas a toda hora que eu quiser e puder sem ninguém pra me olhar recriminando, de não precisar ter uma sombrinha na bolsa, do João pessoalmente, da casa do Renato em Camocim, de poder ser eu, sem que as pessoas comecem a elaborar que "ela é louca", todos daí já tem isso constatado há muito tempo (hehehe), de falar gritando (mais ainda) e de tantas outras coisas e pessoas que eu passaria tempos falando.
E é aí que vem o questionamento: A saudade e a adptação, elam realmente andam juntas?
sexta-feira, 15 de março de 2013
Comidas
Vamos, Amália, hoje é quarta-feira, você não tem aula. É dia de cozinhar!!!!
- mas, mas.. eu não sei. Sou péssima nisso. Eu nem sinto cheiro.
Amália, você lembra que você queria aprender a cozinhar? Então, deixe de esquiva, e vá! Agora é a hora!
- Tá bom, tá bom.. Vamos lá!
O primeiro dia que realmente resolvo fazer um almoço foi um tanto quanto, no mínimo, desesperador! O que tinha pra fazer: arroz e frango empanado. Aparentemente simples, não é? Pra Amália Beatriz, só aparentemente mesmo, pois, na prática, foi um desastre.
Vou começar pelo o que tenho maior dificuldade: o arroz. Todo mundo diz que é fácil fazer arroz, mas, pra ser bem sincera pra vocês, é o que acho mais difícil. Sempre acho que fica sem sal, ou muito "papado", ou muito duro.
Primeiramente, aqui não tem aquela medida certo do arroz. Foi a primeira complicação. Eu tava "acostumada" em medir de outro jeito, não desse. É isso mesmo! Tem que se acostumar com os obstáculos.
Meço o arroz. Coloco na panela com alho e um pouco de sal. Depois de muito tempo (só à noite) percebo que esqueci a mantega. Refoguei. Droga! Não tinha dado tempo a água ferver. Desligo o arroz, deixo a água ferver, ligo o arroz de novo. Pronto, acrescento a água quente. Mexo um pouco, e deixo lá, cozinhando...
Paralelamente a isso, pego aqueles frangos empanados de supermercado (horriveis por sinal), e coloco no forno.
A água do arroz seca. Desligo o fogão e vou provar o arroz. Resultado: muuuuuuuuuito duro. Sem um pingo de sal. PQP! E agora, José? Ligo pra Mari, ela não me atende. O Renato, que me ajuda nesses quesitos, está em aula. Corro pro face.
- Sâm, me ajuda!
- Amália, tem receita atrás, na internet. Você só quer saber as dos outros.
Por falar nisso, se tem alguém lendo isso aqui, por favor, me mandem receitas! Eu gosto das receitas das pessoas, pra depois eu contar como foi. É mais legal!
Sâmara me conta que eu posso colocar mais "água no feijão", opa, opa, no arroz. :P Faço isso... E, enquanto isso, no forno, viro o lado do frango empanado.
Pronto, na última tentativa, eu já achando que poderia desistir de tentar cozinhar, o arroz fica pronto. Ele deixa de ser duro, mas continua sem sal, sem sal. O jeito é "misturar" com o frango, que nessa altura do campeonato já tá com mostarda e creme de leite.
O resultado é que ficou bem ruim. Aí vai o prato pra vocês.
Ah, mais aqui vai uma notícia boa: Ontem cozinhei novamente! Fiz arroz e estrogonofre de frango. Pessoal, ficou MUITO BOM! =)) O arroz continou sem sal, mas ficou bom mesmo. A Gabi, que mora comigo, e que sempre cozinha, disse que tava bom e que eu já tava até preparada para casar. :)
Agora, vou fazer o prato de hj: arroz com bife. =)
- mas, mas.. eu não sei. Sou péssima nisso. Eu nem sinto cheiro.
Amália, você lembra que você queria aprender a cozinhar? Então, deixe de esquiva, e vá! Agora é a hora!
- Tá bom, tá bom.. Vamos lá!
O primeiro dia que realmente resolvo fazer um almoço foi um tanto quanto, no mínimo, desesperador! O que tinha pra fazer: arroz e frango empanado. Aparentemente simples, não é? Pra Amália Beatriz, só aparentemente mesmo, pois, na prática, foi um desastre.
Vou começar pelo o que tenho maior dificuldade: o arroz. Todo mundo diz que é fácil fazer arroz, mas, pra ser bem sincera pra vocês, é o que acho mais difícil. Sempre acho que fica sem sal, ou muito "papado", ou muito duro.
Primeiramente, aqui não tem aquela medida certo do arroz. Foi a primeira complicação. Eu tava "acostumada" em medir de outro jeito, não desse. É isso mesmo! Tem que se acostumar com os obstáculos.
Meço o arroz. Coloco na panela com alho e um pouco de sal. Depois de muito tempo (só à noite) percebo que esqueci a mantega. Refoguei. Droga! Não tinha dado tempo a água ferver. Desligo o arroz, deixo a água ferver, ligo o arroz de novo. Pronto, acrescento a água quente. Mexo um pouco, e deixo lá, cozinhando...
Paralelamente a isso, pego aqueles frangos empanados de supermercado (horriveis por sinal), e coloco no forno.
A água do arroz seca. Desligo o fogão e vou provar o arroz. Resultado: muuuuuuuuuito duro. Sem um pingo de sal. PQP! E agora, José? Ligo pra Mari, ela não me atende. O Renato, que me ajuda nesses quesitos, está em aula. Corro pro face.
- Sâm, me ajuda!
- Amália, tem receita atrás, na internet. Você só quer saber as dos outros.
Por falar nisso, se tem alguém lendo isso aqui, por favor, me mandem receitas! Eu gosto das receitas das pessoas, pra depois eu contar como foi. É mais legal!
Sâmara me conta que eu posso colocar mais "água no feijão", opa, opa, no arroz. :P Faço isso... E, enquanto isso, no forno, viro o lado do frango empanado.
Pronto, na última tentativa, eu já achando que poderia desistir de tentar cozinhar, o arroz fica pronto. Ele deixa de ser duro, mas continua sem sal, sem sal. O jeito é "misturar" com o frango, que nessa altura do campeonato já tá com mostarda e creme de leite.
O resultado é que ficou bem ruim. Aí vai o prato pra vocês.
Ah, mais aqui vai uma notícia boa: Ontem cozinhei novamente! Fiz arroz e estrogonofre de frango. Pessoal, ficou MUITO BOM! =)) O arroz continou sem sal, mas ficou bom mesmo. A Gabi, que mora comigo, e que sempre cozinha, disse que tava bom e que eu já tava até preparada para casar. :)
Agora, vou fazer o prato de hj: arroz com bife. =)
terça-feira, 12 de março de 2013
Distâncias.
Quem me conhece, sabe bem que tenho uma ligação muito grande com "a
distância". Relação a distância, pra ser mais precisa. E é amorosa mesmo
que estou falando. Nos últimos anos tem sido assim: foi a distância, a
Amália se apaixonava. E desde que determinei que viria pra Curitiba,
passei a colocar na cabeça que não poderia me apaixonar por ninguém de
Fortaleza, já que não daria pra constituir uma relação duradoura.
Confesso pra vocês "que o tiro meio que saiu pelo culatra" (tá certa
essa expressão?), mas isso não vem ao caso agora. O que vem ao caso é
que estava muito certo pra mim que não queria nada "a distância" de novo
na minha vida.
Porém, que contraditório isso! Como é que eu tava indo morar em outro estado e não queria mais "relações a distância"? E agora eu falo é de todas mesmo. Os meus maiores vínculos são com as pessoas que estão há quilomentros e quilometros de distância, e eu ficando com esse pensamento...
Na verdade, eu sei bem o motivo de ter ele: pelas coisas que vivenciei "a distância", ela se tornou algo aversivo pra mim, e eu não queria nem mais saber em falar dela. Como diria na Análise do Comportamento, eu generalizei tudo.
Mas, mas... ainda bem que eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, ainda bem! Ainda bem que eu tenho essa chance de sempre dizer o oposto do que disse antes, pois não gosto de ter aquela velha opinião formada sobre tudo.. sobre amor, sobre o que eu nem sei quem sou, e, sim, sobre "a distância".
O que acontece é que nessas três semanas que estou por aqui, tem acontecido coisas interessantísimas nas minhas relações: minha família, por exemplo, sinto-a bem mais próxima de mim. Bem mais presentes. Acho que falo mais com a Beinha do que quando morava na mesma casa. "São nos momentos difíceis que mais precisamos que eles estão presentes?".
Os amigos: nossa, tem amigos que estão tão presentes que sinto sempre a necessidade de tá contando sobre várias vivências, sempre que "podemos". Amigos, que nem eram amigos, e que agora se tornam fundamentais na minha vida. Outros, que não conhecia direito, mas também tenho essa necessidade e vontade de compartilhamentos de vidas. E, assim, vou construindo a minha vida por aqui. Nesse ponto gostaria de destacar: eu tenho adorado compartilhar as vidas. Vida. Como diria um colega "ô coisa boa é a vida. E a nossa, então, é muito boa".
(Faço uma ressalva aqui: não estou dizendo que tdos estão presentes em todos os momentos. Não é isso. O que acontece é que, os que estão, têm sido de uma importância e de uma satisfação enorme).
Fora isso, "a distância", tem me deixado, acreditem, ainda mais, "sem vergonha". E isso tem me proporcionado, além de grandes aprendizegens, a oportunidade de conhecer pessoas, ou seja, ainda mais vidas. A gente vai se conhecendo, se (re)conhecendo, se apegando, compartilhando afinidades, e, assim, criando intimidades. É como se você estivesse mais "disponível". É, disponível. Com a luzinha verde pendura na testa.
Como já falei outras vezes, tudo é novo, e essa distância, que até agora, ao meu ver, só tem me provocado aproximações (maravilhosas aproximações, reafirmo), pode mudar com o tempo. Mas, no meu "tempo é quando", hoje essa é a sensação que tenho: que a distância pode provocar aproximações. Seja longe ou perto fisicamente.
Um beijo distante. =*
Porém, que contraditório isso! Como é que eu tava indo morar em outro estado e não queria mais "relações a distância"? E agora eu falo é de todas mesmo. Os meus maiores vínculos são com as pessoas que estão há quilomentros e quilometros de distância, e eu ficando com esse pensamento...
Na verdade, eu sei bem o motivo de ter ele: pelas coisas que vivenciei "a distância", ela se tornou algo aversivo pra mim, e eu não queria nem mais saber em falar dela. Como diria na Análise do Comportamento, eu generalizei tudo.
Mas, mas... ainda bem que eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, ainda bem! Ainda bem que eu tenho essa chance de sempre dizer o oposto do que disse antes, pois não gosto de ter aquela velha opinião formada sobre tudo.. sobre amor, sobre o que eu nem sei quem sou, e, sim, sobre "a distância".
O que acontece é que nessas três semanas que estou por aqui, tem acontecido coisas interessantísimas nas minhas relações: minha família, por exemplo, sinto-a bem mais próxima de mim. Bem mais presentes. Acho que falo mais com a Beinha do que quando morava na mesma casa. "São nos momentos difíceis que mais precisamos que eles estão presentes?".
Os amigos: nossa, tem amigos que estão tão presentes que sinto sempre a necessidade de tá contando sobre várias vivências, sempre que "podemos". Amigos, que nem eram amigos, e que agora se tornam fundamentais na minha vida. Outros, que não conhecia direito, mas também tenho essa necessidade e vontade de compartilhamentos de vidas. E, assim, vou construindo a minha vida por aqui. Nesse ponto gostaria de destacar: eu tenho adorado compartilhar as vidas. Vida. Como diria um colega "ô coisa boa é a vida. E a nossa, então, é muito boa".
(Faço uma ressalva aqui: não estou dizendo que tdos estão presentes em todos os momentos. Não é isso. O que acontece é que, os que estão, têm sido de uma importância e de uma satisfação enorme).
Fora isso, "a distância", tem me deixado, acreditem, ainda mais, "sem vergonha". E isso tem me proporcionado, além de grandes aprendizegens, a oportunidade de conhecer pessoas, ou seja, ainda mais vidas. A gente vai se conhecendo, se (re)conhecendo, se apegando, compartilhando afinidades, e, assim, criando intimidades. É como se você estivesse mais "disponível". É, disponível. Com a luzinha verde pendura na testa.
Como já falei outras vezes, tudo é novo, e essa distância, que até agora, ao meu ver, só tem me provocado aproximações (maravilhosas aproximações, reafirmo), pode mudar com o tempo. Mas, no meu "tempo é quando", hoje essa é a sensação que tenho: que a distância pode provocar aproximações. Seja longe ou perto fisicamente.
Um beijo distante. =*
sexta-feira, 8 de março de 2013
Contorno?
Uma preocupação que tenho em Curitibis: que salão eu vou usar?
Nós mulheres sabemos muito bem todo o cuidado pra realizar nosso corte de cabelo, depilação e por aí vai. Afinal, não é pra qualquer uma que entregamos nosso corpinho não. E vocês sabem muito bem que eu nem sou uma mulher de "dia do salão", mas tem coisas que são necessárias e fundamentais, e, por isso, a obrigatoriedade em ir.
Dentro disso, encontramos a depilação, mais precisamente: o contorno! É muita intimidade!!!! Então, desde sempre, faço com a Ana, lá na cidade 2000. Sempre muito cuidadosa e atenciosa! Ana, que saudade! Quando fui morar em Granja, arrumei a Meire. Não tão cuidadosa como a Ana, mas bem boa também.
E agora é a nova busca de "A" depiladora.
Ontem, então, ela foi iniciada, e essa é a história que quero contar pra vocês.
Estava voltando do centro pra casa "de pés", diga-se de passagem, mais de três quilometros (é, deu pra cansar bem!), avisto um salão de beleza, e penso, cá com meus botões "hum, vou pedir informações".
Amália: Oi, qual o preço da sobrancelha?
Funcionária: R$ 10,00
(penso: nossa, que barato! não deve prestar!)
A: E o preço pra fazer as unhas?
F: R$ 25,00 pé e mão
(p: nossa, que caro! mas deve ser a média por aqui mesmo. O jeito é ficar atenta aos dias promocionais. Dias promocionais, sempre tem! como diria o dentola, né, Feijas?)
E depois de enrolar bem, fui perguntar o que de fato queria saber, já com um pouco de vergonha, afinal, é muita intimidade.
A: Moça, e o preço do contorno, quanto é?
Com uma cara de quem entendia eu falando russo, ela diz:
F: Preço do quê?
Eu já começo a pensar: vixe, voltou o problema de não entenderem o que eu digo, mas, mesmo assim, repito:
A: Do contorno, moça!
Ela com a mesma cara de não entender nada, diz:
F: Eu não sei o que é isso não.
A primeira coisa que penso é: será que por aqui ser no frio, não ter praia, as mulher não fazem depilação???? Como é que pode?? Será que aqui leva sempre ao pé da letra a arborização???
E logo depois, me vem outro pensamento para conseguir meu objetivo de saber o preço do controno: droga, hora de brincar de "imagem e ação", e, pra falar a verdade, eu não sou muito boa de mimíca. Mas essa mímica é muito difícil, como que eu vou demostrar o que é cotorno?? E na frente dos clientes??? Nossa senhora, que vergonha!
Amália, então, sem falar nada, aponta para região da virilha.
Rapidamente, ela responde:
F: Ah, você quer fazer virilha? O preço é R$ 20,00.
Saio de lá agradecida, morrendo de vergonha, e com a aprendizagem de mais uma palavra daqui.
Nós mulheres sabemos muito bem todo o cuidado pra realizar nosso corte de cabelo, depilação e por aí vai. Afinal, não é pra qualquer uma que entregamos nosso corpinho não. E vocês sabem muito bem que eu nem sou uma mulher de "dia do salão", mas tem coisas que são necessárias e fundamentais, e, por isso, a obrigatoriedade em ir.
Dentro disso, encontramos a depilação, mais precisamente: o contorno! É muita intimidade!!!! Então, desde sempre, faço com a Ana, lá na cidade 2000. Sempre muito cuidadosa e atenciosa! Ana, que saudade! Quando fui morar em Granja, arrumei a Meire. Não tão cuidadosa como a Ana, mas bem boa também.
E agora é a nova busca de "A" depiladora.
Ontem, então, ela foi iniciada, e essa é a história que quero contar pra vocês.
Estava voltando do centro pra casa "de pés", diga-se de passagem, mais de três quilometros (é, deu pra cansar bem!), avisto um salão de beleza, e penso, cá com meus botões "hum, vou pedir informações".
Amália: Oi, qual o preço da sobrancelha?
Funcionária: R$ 10,00
(penso: nossa, que barato! não deve prestar!)
A: E o preço pra fazer as unhas?
F: R$ 25,00 pé e mão
(p: nossa, que caro! mas deve ser a média por aqui mesmo. O jeito é ficar atenta aos dias promocionais. Dias promocionais, sempre tem! como diria o dentola, né, Feijas?)
E depois de enrolar bem, fui perguntar o que de fato queria saber, já com um pouco de vergonha, afinal, é muita intimidade.
A: Moça, e o preço do contorno, quanto é?
Com uma cara de quem entendia eu falando russo, ela diz:
F: Preço do quê?
Eu já começo a pensar: vixe, voltou o problema de não entenderem o que eu digo, mas, mesmo assim, repito:
A: Do contorno, moça!
Ela com a mesma cara de não entender nada, diz:
F: Eu não sei o que é isso não.
A primeira coisa que penso é: será que por aqui ser no frio, não ter praia, as mulher não fazem depilação???? Como é que pode?? Será que aqui leva sempre ao pé da letra a arborização???
E logo depois, me vem outro pensamento para conseguir meu objetivo de saber o preço do controno: droga, hora de brincar de "imagem e ação", e, pra falar a verdade, eu não sou muito boa de mimíca. Mas essa mímica é muito difícil, como que eu vou demostrar o que é cotorno?? E na frente dos clientes??? Nossa senhora, que vergonha!
Amália, então, sem falar nada, aponta para região da virilha.
Rapidamente, ela responde:
F: Ah, você quer fazer virilha? O preço é R$ 20,00.
Saio de lá agradecida, morrendo de vergonha, e com a aprendizagem de mais uma palavra daqui.
quarta-feira, 6 de março de 2013
Preto no Branco
Desde antes (bem antes) deu chegar em Curitiba, o que mais me falaram sobre as bandas de cá foi: "nossa, mas as pessoas de lá são muito frias". Antes mesmo de comentarem sobre o bom transporte público, da cidade limpa, arborizada, das atividades culturais, do friiiio (é, essa parte eu acho que foi a segunda coisa que mais me falaram), das pessoas bonitas... Confesso que o meu maior medo de morar aqui era justamente esse que mais me falavam: as pessoas frias. Medo? É, medo! Pensava: se elas são frias, não vou ter amigos, e, consequentemente, vou me sentir sozinha.
E então que cheguei aqui. O primeiro contato que tive com os curitibanos aconteceu (e perdura até hoje) é pedindo informações dos lugares. Como não sabia nada da cidade, tudo tinha (tenho) que pedir informações. E, pra minha surpresa maior: eles sempre foram muito educados. Essa é uma palavra que eu posso usar pro povo daqui: ô povo educado! Eu pensava que com aquela frieza toda, eles nem passariam as indicações do que eu deveria fazer. Pelo o contrário, passavam (passam) que só. Já aconteceu, mais de uma vez, de tá perguntando algo pra alguém, e outra pessoa, que eu nem tinha me direcionado, me ajudar dizendo o que eu deveria fazer. Sempre que acontece isso fico muito impressionada e penso "não é que eles são legais?".
Sobre essas informações, tenho uma história legal pra contar. Eu tava no ônibus com a Larissa (a outra cearense que tá aqui) e um rapaz pediu informação pra gente. Não soubemos responder, e um homem, que estava na nossa frente, respondeu, simpaticamente. Olhamos uma pra cara da outra, como quem diz "viu, os curitibanos são legais, eles dão informações". Não lembro o motivo, mas começamos a conversar com o homem que prestou a mesma. Pois bem, não é que ele é da Bahia? Foi muito muito muito engraçado (por mais que vocês não estejam rindo agora! =P).
O que acontece é que aquilo que mais falavam quando eu estava no Ceará, sobre a frieza do povo de cá, é o que as pessoas que moram aqui também dizem. E não importam de onde sejam: nordeste, centro oeste, sudeste, sul, do interior do Paraná, e, pasmem: os próprios curitibanos, todos, de forma unânime declaram: os curitibanos são frios.
Então, vez e sempre, temos discussões sobre essa frieza curitibana. O que ela quer dizer? Segundo colegas do mestrado, isso quer dizer que as pessoas são mais práticas, mais "preto no branco", sem usar de tanta simpatia ou gaiatesse, como nós, cearenses, pra falar ou interagir com as pessoas. Lendo um texto* hoje que um próprio curitibano descreve a frieza das pessoas da cidade, ele ressalta tudo isso que vinhamos discutindo, e complementa dizendo que quando curitibano fica amigo, ele fica amigo de verdade, pra todas as horas.
E eu com tudo isso? Se a gente for falar do hoje, vou dizer que essa frieza não tem me incomodado não. Pelo o contrário, eu tenho adorado sempre discutir sobre isso, e, mais ainda, é um momento que uso pra ressaltar a simpatia e interação do povo da "cabeça chata". Fora isso, eu concordo com o rapaz do texto de hoje e com os colegas do mestrado, tenho achado que as pessoas são mais práticas ao interagir com os outros, mas que depois que conhecessem as pessoas, se desarmam e tudo fica melhor. Porém, se eu for falar do "amanhã", talvez isso passe a me incomodar. Afinal, tudo agora pra mim é bom, pela a empolgação dos primeiros dias.
Só sei que, com tudo isso, fico a pensar sempre em duas coisas:
1. Meu irmão, o povo massa são esses cearenses! É sério, tenho muito orgulho de ser e de pertencer a essa cultura, a essa terra, a esse sotaque, a essas gírias! Agora, muito mais do que 15 dias atrás, antes de morar pras bandas de cá. Eu adoro ser uma abestada! :)
2. E se tem uma coisa que eu reafirmei que eu gosto, é da cultura, das diferenças, dos costumes. Talvez seja por isso que eu esteja maravilhada em conhecer tudo por aqui, a cultura é muito "defêrentê" (agora, falei que nem eles!). E é disso que eu gosto.
Inté! :)
* quem quiser saber desse texto, é só me pedir, que eu envio.
** ainda bem que tenho meus colegas de mestrado para dividirem "coisas" da vida comigo: Bedin, E., Barbosa, F.M, Siqueira, L., & Luz, S. K. =DD
E então que cheguei aqui. O primeiro contato que tive com os curitibanos aconteceu (e perdura até hoje) é pedindo informações dos lugares. Como não sabia nada da cidade, tudo tinha (tenho) que pedir informações. E, pra minha surpresa maior: eles sempre foram muito educados. Essa é uma palavra que eu posso usar pro povo daqui: ô povo educado! Eu pensava que com aquela frieza toda, eles nem passariam as indicações do que eu deveria fazer. Pelo o contrário, passavam (passam) que só. Já aconteceu, mais de uma vez, de tá perguntando algo pra alguém, e outra pessoa, que eu nem tinha me direcionado, me ajudar dizendo o que eu deveria fazer. Sempre que acontece isso fico muito impressionada e penso "não é que eles são legais?".
Sobre essas informações, tenho uma história legal pra contar. Eu tava no ônibus com a Larissa (a outra cearense que tá aqui) e um rapaz pediu informação pra gente. Não soubemos responder, e um homem, que estava na nossa frente, respondeu, simpaticamente. Olhamos uma pra cara da outra, como quem diz "viu, os curitibanos são legais, eles dão informações". Não lembro o motivo, mas começamos a conversar com o homem que prestou a mesma. Pois bem, não é que ele é da Bahia? Foi muito muito muito engraçado (por mais que vocês não estejam rindo agora! =P).
O que acontece é que aquilo que mais falavam quando eu estava no Ceará, sobre a frieza do povo de cá, é o que as pessoas que moram aqui também dizem. E não importam de onde sejam: nordeste, centro oeste, sudeste, sul, do interior do Paraná, e, pasmem: os próprios curitibanos, todos, de forma unânime declaram: os curitibanos são frios.
Então, vez e sempre, temos discussões sobre essa frieza curitibana. O que ela quer dizer? Segundo colegas do mestrado, isso quer dizer que as pessoas são mais práticas, mais "preto no branco", sem usar de tanta simpatia ou gaiatesse, como nós, cearenses, pra falar ou interagir com as pessoas. Lendo um texto* hoje que um próprio curitibano descreve a frieza das pessoas da cidade, ele ressalta tudo isso que vinhamos discutindo, e complementa dizendo que quando curitibano fica amigo, ele fica amigo de verdade, pra todas as horas.
E eu com tudo isso? Se a gente for falar do hoje, vou dizer que essa frieza não tem me incomodado não. Pelo o contrário, eu tenho adorado sempre discutir sobre isso, e, mais ainda, é um momento que uso pra ressaltar a simpatia e interação do povo da "cabeça chata". Fora isso, eu concordo com o rapaz do texto de hoje e com os colegas do mestrado, tenho achado que as pessoas são mais práticas ao interagir com os outros, mas que depois que conhecessem as pessoas, se desarmam e tudo fica melhor. Porém, se eu for falar do "amanhã", talvez isso passe a me incomodar. Afinal, tudo agora pra mim é bom, pela a empolgação dos primeiros dias.
Só sei que, com tudo isso, fico a pensar sempre em duas coisas:
1. Meu irmão, o povo massa são esses cearenses! É sério, tenho muito orgulho de ser e de pertencer a essa cultura, a essa terra, a esse sotaque, a essas gírias! Agora, muito mais do que 15 dias atrás, antes de morar pras bandas de cá. Eu adoro ser uma abestada! :)
2. E se tem uma coisa que eu reafirmei que eu gosto, é da cultura, das diferenças, dos costumes. Talvez seja por isso que eu esteja maravilhada em conhecer tudo por aqui, a cultura é muito "defêrentê" (agora, falei que nem eles!). E é disso que eu gosto.
Inté! :)
* quem quiser saber desse texto, é só me pedir, que eu envio.
** ainda bem que tenho meus colegas de mestrado para dividirem "coisas" da vida comigo: Bedin, E., Barbosa, F.M, Siqueira, L., & Luz, S. K. =DD
sexta-feira, 1 de março de 2013
Descobri o dia e a hora que tenho mais saudade: a sexta-feira a noite.
Desde sempre, eu amo a sexta-feira!
Na minha teoria, sempre foi assim: sexta é o dia que trabalho (coisa que eu amo), mas também é o dia do happy hour, da bebida sem ter fim. Continuando a teoria: como voltava a trabalhar só na segunda, podia me embriagar na sexta, chegar só no sábado, que no domingo eu me recuperava e segunda estava mais do que pronta pra começar mais uma semana. Quanta teoria pra uma sexta-feira, hein? Tô dizendo que ela tem um lugar reservado no meu coração. =P
Cá estou, depois de uma sexta-feira repleta de coisas, e diferente de como eram as sextas no Ceará. Se fosse em dezembro, por exemplo, trabalharia no CRAS, pegaria o ônibus da Fretcar pra Fortaleza, chegaria, sairia e curtiria. Se fosse em agosto.2012 quando trabalhava no centro educacional, sexta era o dia do happy hour com a Mari. E de lá, só a noite pra me guiar mesmo. Que saudade!
E aqui? Então, hoje foi um dia cheio de altos e baixos. Começou bem baiiixo. Com o desespero de não saber, com o perdão da palavra, porra nenhuma de inglês. Ainda bem que tenho meu "querido professor", que via telefone, me ensinou o verbo "to be" e me fez acreditar que eu vou aprender. Não na segunda página, mas talvez na terceira ou quarta. Obrigada! E matei a saudade da amiga Andréa, que ainda não tinha conversado desde que cheguei aqui. Te amo!
Depois de tudo, fui para o centro. E tenho me apaixonado cada vez mais pelo centro daqui e pelos os velhos. Sempre eles. Hoje tive uma aula sobre história, arte, cultura. Fiquei foi com vergonha das minha lágrimas querendo sair de tanta emoção. Ando meio abestada com essas coisas. Não disse que esse sexta teria suas coisas boas? bem boas? :)
E agora, 23:04, queria tá em muitos lugares. Queria tá no Vila, bem brega, cantando músicas de amor, bebendo mangueira e paquerando caras de pochetes.
Queria tá no luau do Rono, com a lua sorrindo, o Formiga tocando violão, bebendo cerveja com a Jú e acreditando que a vida pode ser ainda melhor. Será?
Queria tá em Camocim. Camocim, meu amor. Todo a turminha lá, no Euclides, em seu chão chão chão.
"Saudade meu remédio é cantar".
E é isso, a vida é feita disso. Você faz escolhas. Apesar delas serem boas que só, elas também tem lado negativo. A saudade e a vontade rodeiam tudo isso.
Ando meio viciada em Oswaldo Montenegro.
"E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também."
http://www.youtube.com/watch?v=ujQoUEdXr_8
Desde sempre, eu amo a sexta-feira!
Na minha teoria, sempre foi assim: sexta é o dia que trabalho (coisa que eu amo), mas também é o dia do happy hour, da bebida sem ter fim. Continuando a teoria: como voltava a trabalhar só na segunda, podia me embriagar na sexta, chegar só no sábado, que no domingo eu me recuperava e segunda estava mais do que pronta pra começar mais uma semana. Quanta teoria pra uma sexta-feira, hein? Tô dizendo que ela tem um lugar reservado no meu coração. =P
Cá estou, depois de uma sexta-feira repleta de coisas, e diferente de como eram as sextas no Ceará. Se fosse em dezembro, por exemplo, trabalharia no CRAS, pegaria o ônibus da Fretcar pra Fortaleza, chegaria, sairia e curtiria. Se fosse em agosto.2012 quando trabalhava no centro educacional, sexta era o dia do happy hour com a Mari. E de lá, só a noite pra me guiar mesmo. Que saudade!
E aqui? Então, hoje foi um dia cheio de altos e baixos. Começou bem baiiixo. Com o desespero de não saber, com o perdão da palavra, porra nenhuma de inglês. Ainda bem que tenho meu "querido professor", que via telefone, me ensinou o verbo "to be" e me fez acreditar que eu vou aprender. Não na segunda página, mas talvez na terceira ou quarta. Obrigada! E matei a saudade da amiga Andréa, que ainda não tinha conversado desde que cheguei aqui. Te amo!
Depois de tudo, fui para o centro. E tenho me apaixonado cada vez mais pelo centro daqui e pelos os velhos. Sempre eles. Hoje tive uma aula sobre história, arte, cultura. Fiquei foi com vergonha das minha lágrimas querendo sair de tanta emoção. Ando meio abestada com essas coisas. Não disse que esse sexta teria suas coisas boas? bem boas? :)
E agora, 23:04, queria tá em muitos lugares. Queria tá no Vila, bem brega, cantando músicas de amor, bebendo mangueira e paquerando caras de pochetes.
Queria tá no luau do Rono, com a lua sorrindo, o Formiga tocando violão, bebendo cerveja com a Jú e acreditando que a vida pode ser ainda melhor. Será?
Queria tá em Camocim. Camocim, meu amor. Todo a turminha lá, no Euclides, em seu chão chão chão.
"Saudade meu remédio é cantar".
E é isso, a vida é feita disso. Você faz escolhas. Apesar delas serem boas que só, elas também tem lado negativo. A saudade e a vontade rodeiam tudo isso.
Ando meio viciada em Oswaldo Montenegro.
"E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também."
http://www.youtube.com/watch?v=ujQoUEdXr_8
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