1 ano e três meses. O tempo passa rápido. Voando! Quando você menos espera, já sabe nome de ruas, ônibus, lugares para comer diferentes tipos de comidas, lugares para fazer compras. 1 ano e três meses. Apenas uma ida à Fortaleza nesse tempo todo. Apesar do facebook aproximar, me sinto cada vez mais distante. Distante das amizades, dos movimentos políticos que andam acontecendo, da Santos Dumont e Dom Luis que agora viraram vias únicas. Nesse quesito queria fazer uma observação: Qq o pessoal do Roberto Cláudio tá pensando? Que é destruindo os canteiros centrais da cidade e tornando as vias únicas que o trânsito vai acabar? Não, não vai. E além disso prejudica tanto esteticamente a cidade, como sua qualidade de vida. Fortaleza já tem tantas poucas árvores, que sim, menos algumas faz muita falta. É, Lilis, eu não sei o que fazer diante disso. Ando meio radical ultimamente. Pra mim, tá tudo na base de explodir e começar de novo, já que as situações não andam nada fáceis (né. Jú?). Ainda nesse assunto, hoje passeando no ônibus turístico de Curitiba, vi a cidade de cima e reparei bem na Mariano Torres. Mariano Torres é uma grande rua (avenida) daqui, que não sei se tempos atrás ela era duas mãos, tem toda pinta de que seria, mas não tenho esse conhecimento. O que acontece é que no meio das suas seis faixas o que se tem? Árvores! É, arborização. Verde na cidade cinza. Uma coisa de linda de vi.ver.
1 ano e três meses. Há pouco tempo descobri uma coisa que se fala diferente de Curitiba e Fortaleza. O ovo estrelado. Pra mim, ovo estrelado era estrelado em tudo que é lugar. - Ovo estrelado? (diz um curitibano). - Aquele ovo na frigideira (cearense). -Ah, ovo frito (c). As diferenças parecem não acabar mais nunca. Ao mesmo momento, que já rola uma aproximação grande. Poucas vezes noto mesmo o sotaque do meu namorado. Virou comum. É normal. Sério, isso parecia que nunca ia acontecer, que eu sempre ia estranhar esse sotaque, para todo sempre. Do contrário, toda hora ele nota o meu. Fresca direto! No fundo, sei que ele sabe que o jeito cearense de falar é a coisa marlinda do mundo. (ele até fala às vezes sem querer!). A Gabi, que mora comigo, também tem aprendido o sotaque cearense. Agora, quando ela quer contar uma história, ela já aprendeu que se diz "Amália, tu me acredita?". Apesar de sempre perguntarem de onde eu sou, uma coisa melhorou bastante: a população, em geral, entende o que falo! Antes sempre ficavam com uma cara de que "que que essa nordestina tá falando?". Um grande alivio, ein, Larissa?
1 ano e três meses. E é a primeira vez que alguém da minha família vem me visitar. O irmão/pai está aqui. E é por isso que eu estou escrevendo isso tudo. E é por isso que me dei conta de como as coisas mudaram nesse tempo. E como eu mudei. Por falar nisso, recomendo para todos: saia da sua cidade, vá morar em outro lugar, se permita conhecer outras pessoas, outras culturas. É incrível que isso traz crescimento, aprendizagem. O irmão então chega a casa, que não é a de vocês, é a sua casa com outras pessoas. Você tem que recepcionar, arrumar as coisas, explicar. É receber alguém na "sua casa" que não é mais a de vocês. É receber alguém que ensinou ao longo de sua vida muita coisa que você sabe, e hoje você tem a oportunidade de ensinar a ele. Contar sobre a política, sobre praças, sobre pessoas, sobre outra cultura. Aquela, que não é a de vocês.
1 ano e três meses. E ontem tive uma das melhores sensações da vida. Andar de bicicleta na chuva.
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