domingo, 26 de maio de 2013

Menino simpático

Última festa, a despedida. Diversos amigos reunidos no lugar que a moça tanto gosta. É dia de ressaca do carnaval, com o adicional do forró pé-de-serra pra incrementar a festa, a despedida, o até logo. 

A moça passa a festa muito feliz, nem parece que ela tava indo pra outra cidade tão distante daqueles que ela tanto quer bem. 
Rir, dança, distribui abraços, canta várias músicas, sobe no palco e relembra o carnaval. Tava tudo muito agitado. Quem observava, tinha certeza: aquilo não era uma despedida.

Em meio a tanta folia, um menino se aproxima. Amigo de amigos, tinham se conhecido no carnaval, mas a moça nem lembrava. Cinco minutos e algumas doses de cachaça divididas foram suficientes pra eles se tornarem os melhores amigos da noite. Papo vai, cachaça vem, não deu outra: a moça passou a ter vontade de ficar com o menino. Nessa hora, o seu foco, sem ela mesmo perceber, havia mudado: tinha se tornado o menino, o menino simpático. 

O tempo ia passando, dali a pouco tempo ela teria que partir direto pro aeroporto... e nada de ficar com o rapaz. Com a amizade forte estabelecida, naquela noite, o interesse dele, aparentemente, era de trocar papos e cachaças. A moça aceitou o fato e voltou ao seu foco primeiro: celebrar o momento com os seus queridos. 

De repente, o menino simpático aparece ficando com uma menina. E não era a menina da despedida. "tudo bem", ela pensava, "eu já tô indo embora mesmo". 
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O forró acaba, a festa também, e a sempre tradição daqueles amigos continuava: permanecer no lugar até recolherem tudo, até o "expulsa expulsa". 
Já na calçada, como quem não quer nada, o menino simpático e a moça da despedida voltam a conversar. O papo, agora, nem parecia de apenas super amigos. Nesse momento, a vontade da menina de beijá-lo já era bem grande. 

O tempo estava acabando. Hora de ir pro aeroporto. As amigas demonstravam toda preocupação da moça em perder o vôo. A moça, ao contrário, nem ligava, ela queria era continuar aquele bom papo, e, que agora, estava do jeito que ela queria. 
As amigas, ao fundo, sem que o menino percebesse, faziam gestos para que eles se beijassem logo. O tempo já estava estourado. Não funcionava, a moça estava adorando aquele instante. 

Uma amiga, então, atrapalha o casal e diz: "se beijem logo que a moça tem que ir". Nessa hora, não existia tempo para constrangimentos ou pensamentos, por exemplo, se ele tinha ficado com uma menina ali, 10 minutos antes. O tempo estava contra eles e as coisas deveriam se apressar.

Dessa forma, o menino simpático e a moça da despedida se beijaram.
O beijo vem para concretizar o carinho estabelecido naquela noite. E com a trilha sonora "Vamos, moça, você vai perder o vôo", eles dão mais um beijo, e mais um, e mais um.

"Atenção, senhores passageiros, última chamada do vôo 2222 com destino a São Paulo".


domingo, 12 de maio de 2013

Feliz dia das mães?

É dia das mães.

Eu nunca fui de ligar muito pra essas datas. Nunca. Nesses dias, sempre encontrava minhã mãe, almoçava, dava uns beijinhos e fim. Dali ia pro meu mundinho.
O que acontece, que venho percebido cada vez mais, é que a privação torna as coisas ainda mais reforçadoras (e acho que já falei sobre isso por aqui). Tenho nem dúvidas. Hoje eu queria tá aculá: com minha mãe, com a Beinha. Brigando, falando besteira, mas só em estar na presença delas, seria fundamental e importante. Eu queria.

E, enquanto isso, a lasanha que acabei de comprar tá no microondas, esquentando pra daqui a pouco eu devorá-la. Sozinha. No dia das mães. E um tarde (noite, madrugada - tenho muita coisa pra fazer) de estudos me espera. E é dia das mães.

O que tá acontecendo hoje, no dia das mães, vem acontecendo constamente com outras tantas coisas que eu queria, no aqui e agora. Seria me repetir muito se eu falasse que eu morro, morro de saudade da praia, morro de vontade de sair de short e havaianas, tenho enorme saudade do samba com os amigos, das companhias que me fazem felizes e falam besteira como ninguém, de ir pra um lugar e conhecer todo mundo, conversar sem ter fim, com um monte de gente diferente e legal. É, eu gosto de gente, de conversar com gente, de conhecer um monte de gente.

São as coisas da vida: escolhas que você faz, que trazem muitas coisas boas, e outras, bem chatas, pra falar a verdade. Mas se eu pudesse trocar tudo, por todo isso que eu "morro", eu negaria. A escolha que eu fiz, até agora, me parece a mais racional e adequada.

O microndas apitou. Hora de comer, sozinha. Como é dia das mães, vou até liberar a Coca-Cola.

PS: "São tantas coisas na vida..." Eddie. http://www.youtube.com/watch?v=gZkLv6nH3q0



quarta-feira, 1 de maio de 2013

Sabedoria.

Amália: "Moça, esse ônibus passa em tal lugar?"
Moça: "Passa sim, aí você pega aquele lá. Ah, e obrigada pelo moça. É muito bom ser chamada de moça aos 83 anos de idade!"
Amália: "Até pensei se chamei certo ou não. Mas, me diga, qual o segredo pra chegar tão jovem a essa idade?"
Moça: "Ser contente e feliz. Sempre! Não é que a vida não tenha problemas... Em todas as fases existem. Mas é a forma que você lida com eles. Então, sempre fui feliz e contente. "
Amália, com um sorriso largo diz: "Vou levar essa receita pra minha vida".